Perdendo cabelo? A aromaterapia pode ajudar

Vamos falar de alopécia, a perda de cabelos. Essa doença dermatológica é o terror dos homens, mas também atinge mulheres.

Existem cerca de dez tipos de alopécia, com as mais variadas causas, de alergia ao glúten ou à lactose (alérgica), até a alopécia ligada a reações medicamentosas. Porém os tipos mais comuns são a perda de cabelo rápida em uma área específica do corpo (areata) e a alopécia associada a desfunções do hormônio testosterona (androgenética), que também é hereditária.

A alopécia androgenética é a mais comum, e atinge os homens e sua maioria. Ela é causada por uma hipersensibilidade de receptores hormonais no couro cabeludo. Isso leva ao afinamento progressivo dos fios até a obstrução do folículo piloso. É uma situação que atinge cerca de 5% das mulheres.

Porém a alopécia areata é mais discutida porque seu efeito muitas vezes assusta o paciente, que perde os fios em uma área concentrada do corpo, muitas vezes de maneira rápida. Suas causas não são totalmente conhecidas, e a perda de cabelo é o único sintoma da doença, não levando a outros problemas mais sérios.

Tratamentos encontrados hoje

Em uma visita ao dermatologista você descobre qual é o tipo de alopécia apresentada e recebe uma indicação de tratamento.

No caso alopécia androgenética usa-se, entre outros, um medicamento chamado Minoxidil. Outros tratamentos, com o uso de laser ou o implante capilar são indicados em casos mais avançados.

Já na alopécia areata, que é a inflamação do folículo piloso, são usados corticoides e o mesmo Minoxidil, além de tratamentos mais agressivos com sensibilizantes. Os tratamentos visam controlar a doença, reduzir as falhas e evitar que novas surjam. Eles estimulam o folículo a produzir cabelo novamente, e precisam continuar até que a doença desapareça.

O Minoxidil é um vasodilatador, ele melhora a circulação sanguínea na área aplicada, ou seja, no couro cabeludo. Isso faz com que a raiz do pelo fique mais saudável, prolongando a vida do folículo piloso. Porém, como estimula o crescimento de pelos em várias partes do corpo, seu uso não é indicado para mulheres.

Como os óleos essenciais podem ajudar?

De acordo com conhecimentos de gerações antigas, algumas plantas e, mais especificamente, seus óleos essenciais (OEs) são muito usados para a calvície e outros problemas ligados ao crescimento de cabelo. E hoje há estudos científicos que comprovam o que nossos ancestrais utilizavam.

O OE de alecrim é um desses conhecimentos, sempre presente em formulações de shampoo, com o intuito de evitar a queda, fortalecer, melhorar o aspecto geral dos fios. Encontramos duas pesquisas científicas que comprovam isso.

1) Pesquisa com alopécia androgenética ¹

O efeito de uma loção usando o OE de alecrim como princípio ativo foi comparado a uma loção com o conhecido medicamento Minoxidil.

Dos 100 participantes da pesquisa, a metade usou uma loção com cerca de 1% de OE de alecrim, aplicando duas vezes por dia. Enquanto a outra metade usou uma solução de Minoxidil a 2%, aplicando da mesma forma.

Após seis meses de tratamento os participantes foram examinados por dermatologistas e responderam a um questionário. O grupo do OE de alecrim teve resultados significantemente melhores: diminuição da queda de cabelo, aumento considerável no crescimento de novos fios e efeitos colaterais praticamente nulos.

Os estudiosos afirmam que o efeito causado pelo OE é similar ao do medicamento, aumenta a circulação sanguínea no folículo piloso. Mas o OE faz isso de uma maneira mais eficiente, relaxando os músculos, e ainda traz propriedades antioxidantes que auxiliam o processo.

2) Pesquisa com alopécia areata ²

Nessa pesquisa os participantes foram divididos em dois grupos: o primeiro usou uma mistura de óleos essenciais (alecrim entre eles) e óleos vegetais (jojoba e semente de uva), uma vez ao dia, massageando a área afetada. O outro grupo usou apenas os óleos vegetais na massagem diária.

Após sete meses de tratamento os participantes foram avaliados por dermatologistas e por comparação de fotos. O grupo que usou os OEs teve melhoras significativas em relação ao estado inicial e também em relação ao grupo controle, que usou somente os óleos vegetais. A conclusão dos pesquisadores é de que as evidências mostram que o método pode ser desenvolvido e há bons indícios de que o uso dele é uma alternativa viável aos medicamentos atuais de mercado.

Viram isso? O OE de Alecrim deu mais resultado do que o remédio usado normalmente para alopécia!

Como usar

Agora você já viu que realmente funciona, deve estar querendo saber como preparar uma formulação com esse OE tão eficiente, né?

Primeiro você escolhe a base:

  • Pode ser o shampoo neutro, e nesse caso você irá lavar os cabelos com ele, massageando suavemente a raiz e deixar agir por 5 minutos, e então lavar normalmente.
  • Ou você pode usar em forma de spray, que será um tônico mesmo. Você passa no couro cabeludo, fazendo uma leve massagem para potencializar a penetração e pronto. Você pode aplicar um tempo antes de ir pro chuveiro ou deixar agir durante todo o dia, porque não há necessidade de enxágue. Para esse spray você utiliza 10mL de álcool de cereais e 90mL de água destilada. Adiciona os OEs no álcool e depois junta a água.
Ingredientes:
  • 100 mL da base que você escolheu
  • 04 gotas de OE de Alecrim (estimular o crescimento)
  • 05 gotas de OE de Cedro (fortalecer o fio)
  • 07 gotas de OE de Ylang Ylang (para deixar o cabelo hidratado)

Atenção: Os óleos de alecrim e cedro são adstringentes. Então é fundamental hidratar o cabelo também, para que seu cabelo cresça saudável.

Atenção 2: O OE de alecrim pode aumentar a pressão, então se você já tem a pressão alta, mesmo que controlada, cuidado! Diminua ou elimine o alecrim da fórmula, opte por usar essa fórmula em shampoo, para que o OE não fique tanto tempo em contato, e se observe.

Referências:

1 Panahi, Y. Et al. Rosemary oil vs Minoxidil 2% for the treatment of androgenetic alopecia: A rondomized comparative trial. SKINmed Dermatology for the Clinician. Jan/2015. Vol.13; I.1.

2 Hay IC, Jamieson M, Ormerod AD. Randomized Trial of Aromatherapy: Successful Treatment for Alopecia Areata. Arch Dermatol. 1998;134(11):1349–1352. doi: 10.1001/archderm. 134.11.1349.

Fonte: http://harmoniearomaterapia.com.br/blog/alopecia-perdendo-cabelo/

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