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A doença é um mestre – parte 2

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Os sintomas são um espelho da Alma

Uma doença é uma trama simbólica, onde os sintomas mostram o que não vai bem na alma do paciente.

Sei! Essa visão é cruel, pois o doente tem nos seus sintomas uma salvaguarda para se justificar e obter a compaixão de si mesmo e dos demais. No entanto, cada sintoma mostra de forma nua e crua o que se passa no interior do indivíduo.

Espelham aquilo que não pode ser expresso, ou entendido, por outras linguagens do Ser. Por esta abordagem, todos os males são psicossomáticos – desde uma espinha na face ao câncer de pele.

No corpo, cada órgão específico tem uma função, que faz parte de um todo integrado. Quando surge uma desarmonia contínua do Ser, e inevitavelmente, um ou mais órgãos encontram dificuldades para seu perfeito desempenho, surgem os sintomas, trazendo mensagens da Alma, revelando suas necessidades imediatas.

Uma vermelhidão na pele pode estar indicando a impaciência contra os limites naturais da vida (vermelho = conflito, pele = limites), no entanto, enquanto o indivíduo continuar emocionalmente doente sua pele continuará avermelhada.

Esta alergia poderá ser debelada com medicamentos, mas não será curada verdadeiramente. Se a pessoa continuar em turbulência, com sua expressão bloqueada, outros sintomas virão para simbolizar aquela impaciência contra os limites.

Como seres humanos, imperfeitos e polarizados, estamos todos doentes.

Intoxicados pela poluição do mundo moderno, por hábitos, modelos, condicionamentos e a ilusão de que eles são verdadeiros. Em todas as extensões. Precisamos nos voltar para dentro, dialogar com o corpo, que é uma representação física de todo o Ser, e descobrir o que ele está querendo nos comunicar.

Ironicamente, o único propósito da doença é nos avisar. Como uma amiga sincera, ela tem por objetivo purificar e unificar todos os corpos, não se intimidando em apontar os nossos desvios.

Mas na in-sanidade do Homem, é uma inimiga que, sem mais delongas, deve ser rapidamente eliminada. Mas, como entender o significados destes sintomas? Como entender a linguagem do nosso corpo?

Garanto a você que para o intoxicado fica difícil ter lucidez e dialogar com o corpo e a Alma. Em algum momento temos que interferir neste círculo vicioso:

– Estou doente porque estou intoxicado ou;

– Estou tão intoxicado que não sei como achar o caminho da cura.

A Interpretação Metafísica

Maldizer a doença e correr para suprimir os sintomas através de algum tratamento meramente alopático, jamais poderá resultar em cura verdadeira. Os sintomas irão voltar. Muitas vezes de forma ainda mais cruel e dolorosa, como se fossem aumentando o volume da advertência.

Segundo Thorwald Dethlefsen, no seu livro “A Doença Como Caminho”, existem sete níveis crescentes de manifestação dos sintomas. Quanto maior a resistência ao autoconhecimento, maior a pressão exercida e a intensidade dos sintomas.

  • Primeiro vem a expressão psíquica com as idéias, desejos e fantasias. São as expectativas, crenças e os “pré-conceitos”.
  • Segundo vem o sintoma com distúrbios funcionais. Este nível de sintoma deveria tornar a pessoa honesta: algo não está bem! O que isto revela?
  • Terceiro: o sistema imunológico fica em “cheque” e acontecem as inflamações ou os distúrbios físicos agudos. Exemplos são a faringite, hepatite ou gastrite. Como também ferimentos e pequenos acidentes.
  • Quarto: a dificuldade de comunicação se mantém e os distúrbios se tornam crônicos. Exemplos são a micose, artrose e osteoporose.
  • Quinto: a dificuldade de comunicação com a vida se manifesta via processos incuráveis como a modificação de órgãos (diabetes), câncer, aids, etc.
  • Sexto: morte, que pode ocorrer após passagem por todas as etapas anteriores ou por um acidente.
  • Sétimo: Deformações congênitas e perturbações de nascença. Trata-se de uma história que vem de outra vida.

É interessante notar que, antes que um sintoma se manifeste no corpo físico, ele se apresenta na psique como um tema, idéia, desejo ou fantasia. Isso nos mostra como a negação dos anseios pode levar à manifestação física desta repressão.

Qual repressão? Aquela provocada pelos modelos e condicionamentos familiares, sociais e culturais. Tais modelos nos afastam da nossa essência (natureza) e ainda nos fazem sentir culpados por não conseguirmos ser aquilo que eles estabelecem como “normal”.

Enquanto não se acessar verdadeiramente a doença da Alma, causada por este “afastamento e culpa”, os sintomas voltarão de diversas formas, algumas bastante criativas.

Não será de muita valia culpar um vírus ou um grupo de células que, a despeito do previsto, resolvem rebelar-se e passam a se reproduzir por conta própria, gerando um tumor.

Mas, será de total valia buscar a lucidez e o autoconhecimento, de tal forma que os sintomas não passem do nível 1 ou 2, quando a pressão e a severidade do aviso ainda é facilmente contornável. Neste sentido, a Alimentação Desintoxicante passa a ser “A” grande aliada.

Por: Conceição Trucom – mctrucom@docelimao.com.br

 

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