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Nome científico: Baccharis trimera (Less.) DC.

Família: Asteraceae.

Sinônimo botânico: Baccharis genisteiloides var. trimera (Less.) Baker., Baccharis trimera Person, Molina trimera Less.

Outros nomes populares: bacanta, bacárida, cacaia-amarga, cacália-amarga, cacália-amargosa, caclia-doce, cuchi-cuchi, carque, carqueja-amarga, carqueja-amargosa, carqueja-do-mato, carquejinha, condamina, iguape, quina-de-condomiana, quinsu-cucho, tiririca-de-babado, tiririca-de-balaio, tiririca-de-bêbado, três-espigas, vassoura; carqueja (castelhano); carquexia (espanhol); querciuolo (italiano); carqueija, tojo (português de Portugal).

Constituintes químicos: Segundo a EPAGRI: alfa e beta-pineno, álcoois sesquiterpênicos, ésteres terpênicos, flavonas, flavanonas, saponinas, flavonóides, fenólicos, lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos, alcalóides. Compostos específicos: apigenina, dilactonas A, B e C, diterpeno do tipo eupatorina, germacreno-D, hispidulina, luteolina, nepetina e quercetina.

O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno, carquejol e acetato de carquejilo).

Segundo a BIONATUS: flavonóides (apigenina, cirsiliol, cirsimantina, eriodictiol, eupatrina e genkawanina), sesquiterpenos, diterpenos, lignanos, alfa e beta pinenos, canfeno, carquejol, acetato de carquejila, ledol, alcóois sesquiterpênicos, sesquiterpenos bi e tricíclicos, calameno, elemol, eudesmol, palustrol, nerotidol, hispidulina, campferol, quercetina e esqualeno.

Propriedades medicinais: amarga, antianêmica, antiasmática, antibiótica, antidiarréica, antidiabétíca, antidispéptica, antigripal, anti-hidrópica, antiinflamatória, anti-reumática, anti-Trypanosoma cruzi (causador da moléstia de Chagas), aperiente, aromática, colagoga, depurativa, digestivo, diurético, emoliente, eupéptica, estimulante hepática, estomáquica, febrífuga, hepática, hepato-protetor, hipocolesterolêmica, hipoglicêmica, laxante, moluscocida (contra Biomplalaria glabrata, hospedeiro intermediário do Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose), sudorífica, tenífuga, tônico, vermífuga.

Indicações: afecções febris, afecções gástricas, intestinais, das vias urinárias, hepáticas e biliares (ictérícia, cálculos biliares, etc.); afta, amigdalite, anemia, angina, anorexia, asma, astenia, azia, bronquite asmática, chagas venéreas, coadjuvante em regimes de emagrecimento, colesterol (redução de 5 a 10%.), desintoxicação do fígado, diabete, diarréias, dispepsias; doenças venéreas; enfermidades da bexiga, do fígado, dos rins, do pâncreas e do baço; espasmo, esterilidade feminina, estomatite, faringite, feridas, fraqueza intestinal, garganta, gastrite, gastroenterites, gengivite, gota, hidropisia, impotência sexual masculina, inflamações de garganta, inflamação das vias urinárias, intestino solto, lepra, má-digestão, mal estar, má-circulação, obesidade, prisão de ventre, reumatismo, úlceras (uso externo), vermes.

Parte utilizada: hastes. 

Contra-indicações/cuidados: gestantes e lactantes. Doses excessivas podem abaixar a pressão.

Modo de usar: infuso, decocto, extrato fluido, tinturas, elixir, vinho, xarope, gargarejo, compressas. 

  • Infusão: 1 xícara (café) em 1/21itro de água. Tomar 1 a 2 xícaras após as refeições e ao deitar;
  • Infusão ou decocção a 2,5%: 50 a 200mL ao dia;
  • Iinfusão para uso externo: 60g em 1 litro de água. Aplicar nos locais afetados. Banhos parciais ou completos, ou compressas localizadas;
  • Iinfusão de 10g de talos em ½ litro de água fervente. Tomar 150ml, três vezes ao dia;
  • Ddecocção: ferver por 5 minutos 1 colher das de café de folhas secas ou em pó em 1 xícara das de chá de água. Coar e tomar 2 xícaras das de chá ao dia;
  • Decocção de 10 g em 1/2 litro de água. Tomar 4 vezes ao dia;
  • Tintura: 1 colher das de sobremesa de 8 em 8 horas. (5 a 25mL ao dia).
  • Extrato fluido: 1 a 5mL ao dia.
  • Vinho digestivo: macerar 1 colher das de sopa de hastes em ½ copo de aguardente por 5 dias. Misturar o macerado filtrado a uma garrafa de vinho branco. Tomar 1 cálice antes das refeições.

USO ENERGÉTICO

A Carqueja pode ser usada com sucesso pelo “engulidor de sapos”. Promove a volta de um pouco de agressividade que é necessária a nossa vida. Traz de volta nossas defesas, e nossa vontade de não sermos passados para traz nem ofendidos e magoados injustamente.

Desperta as metas e a vontade de trabalhar e construir coisas.

Atua nos muito carentes, que sempre precisam de um suporte dos outros para realizar coisas para si próprios.

A Carqueja pode ser usada em Tintura mãe, que ameniza muito o seu sabor amargo.

Caso se queira usar como chá, vai aqui a lembrança que chás medicinais não devem ser tomados como água o dia todo. Não fazem efeito.