Medicina Natural

Chás e Plantas Medicinais

Quem nunca se beneficiou com o uso de chás medicinais?

Não é de se espantar que, num século de muita tecnologia, as pessoas continuam usando e difundindo o uso de chás medicinais.

Afinal, é quase certo que, na natureza, está a cura de todas as doenças.

Não por acaso, grandes laboratórios investem fortunas para pesquisar plantas medicinais e patenteá-las.

A questão é como fazer o chá?

Muita gente desperdiça as propriedades medicinais da erva, por não saber o modo correto de preparar um chá.

As formas de fazer chá são: infusão e decocção.

Infusão – Despejar água fervente sobre a planta.

Decocção ou cozimento – Ferver 8 g da planta fresca ou 5 g da planta seca, em quantidade equivalente a xícara de água. Se for folha, desligar o fogo assim que iniciar a fervura, abafar, aguardar 20 minutos depois ingerir. No caso de cascas, ferver de 5 a 10 minutos, desligar, abafar, aguardar 20 minutos, ingerir.

Plantas mais usadas

Abaixo uma relação com algumas plantas mais medicinais, muitas delas de eficiência comprovada por estudos científicos.

  • Alfazema ou lavanda (Lavandula angustifolia). Estimulante, digestiva, combate cólicas, calmante do nervos, indicada na insônia, nevralgias, asma brônquica, o óleo essencial tem grande efeito antimicrobiano (foi usado na 2ª Guerra Mundial nas feridas dos soldados).
  • Alcachofra (Cynara scolymus) excelente contra o excesso de colesterol, protege o fígado.

Estudos científicos sobre a alcachofra comprovaram que o suco das folhas com as flores, diminui o colesterol ruim (LDL) aumenta o colesterol bom (HDL).

Mulheres grávidas ou amamentando devem evitar. Usada com a berinjela (Solanum melongena) potencializa os efeitos.

Temos percebido que o uso em excesso do suco da berinjela, provoca ressecamento na pele e emagrecimento.

  • Anis-estrelado (Illicium verum). É básico na produção de famoso medicamento antiviral da indústria farmacêutica. Seu cheiro lembra a erva-doce porque possuem determinado princípio ativo em comum. Ótimo calmante, na bronquite, cansaço, doenças da bexiga e náuseas, bom carminativo (estimula o apetite).
  • Aroeira (Myracrodruon urundeuva) e barbatimão (Stryphnodendron adstringens). Anti-inflamatórios e cicatrizantes, nas gastrites e problemas na coluna.
  • Calêndula (Calendula officinalis). Alergias, ótima cicatrizante (a tintura diluída em água é usada nas feridas abertas), muito útil em problemas de fígado, má digestão e gastrite,problemas de pele em geral.
  • Camomila (Chamomilla recutita). Digestiva, sedativa, cólicas em bebês, o seu óleo essencial é azul (o azul na cromoterapia tem a propriedade de relaxar)
  • Capim-limão (Cymbopogon citratus). Antisséptico, por sua ação contra fungos e microrganismos, composto principalmente de citral que tem ação calmante e espasmolítica (elimina cólicas), também contém mirceno que é analgésico. Por ser diurético e calmante ameniza a pressão alta.
  • Carqueja (Bacharis trimera). Estudos em 1967 demonstraram redução dos níveis de açúcar (glicose) no sangue. Muito indicada também nos problemas do estômago e fígado.

Não usar por muito tempo. É diurético potente e pode causar a perda de minerais ou emagrecimento.

  • Carobinha (Jacaranda pteroides) e a cavalinha (Equisetum giganteum). Juntas têm dado ótimos resultados nos casos de alergia, afecções dos rins e da bexiga, a carobinha também é usada nos problemas circulatórios, grande depurativo, combate amebíase.
  • Chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus). Depurativo, também usado no tratamento dos rins, diurético, abaixa a pressão . Tem a propriedade de interromper a arterioesclerose.
  • Cipó-mil-homens (Aristolochia cymbifera). Extraordinário antiparasitário, trata má digestões, principalmente ocasionadas por vermes. É utilizado com argila sobre a cabeça visando expulsar cisticercos, popularmente chamados de “ovo de solitária”. É usado se a imunidade está baixa. Quem tem problemas cardíacos deve ter cuidado com o uso.
  • Cordão-de-frade (Leonotis nepetaefolia.). Tônico e estimulante, antimicrobiano, com efeito comprovado cientificamente sobre o Staphilococcus aureus (bactéria). Usamos também na artrite e artrose acompanhadas de excesso de ácido úrico.
  • Erva-de-são-joão (Ageratum conyzoides). Calmante, analgésico, anti-inflamatória, no reumatismo e cólicas. A outra erva-de-são-joão (Hypericum perforatum) ficou famosa no tratamento da depressão.
  •  Erva-cidreira de horta (Lippia alba). É calmante e combate cólicas. Contém citral e mirceno. Trata pressão alta e má digestão.
  • Erva-doce (Pimpinella anisum). Extremamente eficiente contra gases estomacais, cólicas, dor de cabeça, resfriados, calmante.
  • Espinheira-santa (Maytenus aquifolium). Cientificamente comprovada no tratamento de gastrite e úlceras. Melhora a digestão e elimina gases do estômago.
  • Folha da uva (Vitis vinifera). Usar o banho de assento (sentar na bacia) com o chá das folhas nos casos de hemorroidas. A ingestão aumenta a imunidade.
  • Ipê-roxo (Tabebuia avellanedae). Anti-inflamatório, antifúngico e antialérgico. Usado no tratamento de tumores.
  • Jurubeba (Solanum paniculatum). Usada nos problemas digestórios em geral. Desintoxica o fígado (oficialmente registrada na Farmacopeia Brasileira contra anemia e problemas hepáticos).
  • Macaé (Leonurus sibiricus). Diurético, diminui a pressão arterial, nas indigestões, no excesso de menstruação, calmante do coração e depurativa. Mulheres grávidas devem evitar.
  • Macela (Achyrochline alata). No estudo de Arisawa (1994), reduziu 67% de células cancerosas. Calmante.
  • Margarida (Bellis perennis). Problemas do sistema nervoso e esgotamento mental.
  • Melissa (Melissa officinalis). Ansiedade, insônia e má igestão, gripe e enxaqueca. Tem ação contra o vírus da herpes labial (aqueles sapinhos que aparecem no canto da boca).Para-tudo (Drimys agranatensis). Excelente nas indigestões.
  • Panaceia (Solanum cernuum). Tem muitos usos, é depurativo, ótimos resultados em doenças venéreas (gonorreia e candidíase).
  • Rosa branca (Rosa galica). Calmante e refrescante. Prisão de ventre e indigestões. Ótima em combinações de ervas.
  • Sete-sangrias (Cuphea carthagenensis). Colesterol alto, hipertensão arterial. Limpa mesmo o sangue, melhora a circulação.
  • Salsaparrilha (Smilax japicanga). Tônico. Depurativa. Reumatismo. Doenças venéreas (na sífilis estudos na China confirmaram 90% de eficácia). Antibiótico natural. Doenças de pele. Psoríase. Há suspeitas de que seus esteroides possam ser transformados em estrogênio e testosterona no corpo humano (reposição hormonal).
  • Sabugueiro (Sambucus australis). É antiviral. Sarampo e catapora. Cicatrizante e anti-inflamatório. Eficiente em infecções respiratórias, sinusite, febres, artrite e reumatismo.
  • Tanchagem (Plantago major). Problemas menstruais. Desintoxicante das vias respiratórias e do sangue. Anti-inflamatória, principalmente em relação à boca, garganta e estômago.
  • Unha-de-gato (Uncaria guianensis) e uxi-amarelo (Endopleura uchi). São usados juntos contra inflamações em geral. Há pesquisas comprovando a eliminação de miomas.

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