Trinta milhões de brasileiros têm enxaqueca.

E quem mais sofre são as mulheres.

Um estudo feito nos Estados Unidos mostrou que as mulheres que têm enxaqueca correm um risco muito maior de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. Mais grave ainda, se elas usam anticoncepcionais.

Para explicar os riscos e a prevenção, o Bem Estar desta quarta-feira (13) convidou o cardiologista Roberto Kalil, consultor do programa, e a neurologista Doutora Thaís Villa, chefe do setor de Cefaleias da Unifesp.

A enxaqueca é uma doença que pode tornar a pessoa incapacitada. Ela deve ser tratada com muita seriedade e controle porque aumenta o risco de AVC e infarto, assim como a hipertensão, o colesterol alto e o tabagismo.

A enxaqueca é hereditária e, na maioria dos casos, a automedicação pode ser uma cilada.

A dica é registrar as manifestações e crises em um caderno de anotações.

Fatores como duração e horários predominantes, intensidade e localização da dor, sintomas acompanhantes, situações desencadeantes, entre outros, devem ser observados.

A alimentação de quem tem enxaqueca deve ser balanceada, com intervalos regulares entre uma refeição e outra.

O jejum é um importante desencadeante da cefaleia.

Evitar o uso de substâncias estimulantes em excesso, como a cafeína, também é importante, assim como manter uma rotina de sono.

Dormir pouco ou muito pode provocar crises.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/enxaqueca-nao-e-dor-de-cabeca-entenda-risco-maior-de-avc-e-infarto.html