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Sal – Espiritualidade

O sal nos costumes

Na alimentação

O homem pré-histórico obtinha sua dose de sal graças à carne crua de suas caças. Foi a passagem para a agricultura e para uma alimentação à base de grãos que introduziram a necessidade de complemento. O sal teve grande impacto também na história das civilizações: graças ao seu poder de conservar os alimentos facilitou a sobrevivência e a mobilidade das populações. Antes da Idade Média, pescadores holandeses já sabiam salgar o arenque para armazená-lo, tornando o peixe acessível longe do mar e durante o ano inteiro. O bacalhau salgado também é anterior à Idade Média.           

arenque

                  

No artigo “Na Bahia Colonial”, Taunay descreve o entusiasmo do viajante Pyrard de Laval na Bahia, em 1610. “É impossível terem-se carnes mais gordas, mais tenras e de melhor sabor. (…) Salgam as carnes, cortam-na em pedaços bastante largos, mas pouco espessos (…). Quando estão bem salgadas, tiram-nas sem lavar, pondo-as a secar ao sol; quando bem secas, podem conservar-se por muito tempo.”

fabrica de carne-seca
Fazenda de Carne-Seca. Aquarela de Debret

Os indígenas brasileiros não conheciam o sal. Era das carnes da caça que vinha a porção de que necessitavam. Seus temperos eram as pimentas, e seu método de conservação era o moqueio – defumação lenta sobre braseiro de folhas e gravetos. O sal foi introduzido no Brasil pelos portugueses e seu emprego como conservante influiu decisivamente na ocupação do território brasileiro. O charque, ou carne-seca, foi a base da alimentação dos boiadeiros do Nordeste, que avançaram pelo interior em direção ao sul, em busca de terras para a pecuária, e dos bandeirantes paulistas, que tomaram o rumo noroeste, em busca de novas riquezas.

O sal nos rituais

O sal está presente em rituais religiosos de diversas épocas e civilizações. Foi usado por gregos, romanos, asiáticos e árabes. Mas talvez nenhuma tradição lhe tenha dado tanto destaque quanto a judaico-cristã. O Antigo Testamento menciona o sal com freqüência, ora no contexto da vida prática, ora simbolicamente. Sal significa, por exemplo, pureza e fidelidade. No Novo testamento, a menção ao sal torna-se mais metafórica. Jesus diz a seus apóstolos – “Vós sois o sal da terra”.

batismo

Até o início da industrialização e em diferentes civilizações, o sal na mesa significou prestígio, orgulho, segurança e amizade. A expressão romana para exprimir ser infiel a uma amizade era “trair a promessa e o sal”. Desde aqueles tempos a ausência de um saleiro sobre a mesa representava um presságio, tanto quanto o sal derramado. Ao pintar sua famosa “Santa Ceia” Leonardo da Vinci tratou de colocar diante de Judas um saleiro derramado.

Abolido por Lutero no ritual de batismo da religião protestante ainda no século 16, o uso do sal perdurou no batizado católico até 1973, simbolizando a expulsão do demônio e o sinal de sabedoria sobre o recém-nascido. Ainda hoje, as batatas e ovos cozidos servidos no Pessach, a Páscoa judaica, são regados com água salgada, que simboliza as lágrimas derramadas pelos judeus na travessia do deserto, durante a fuga do Egito.

Nas "bruxarias"

Nas crenças populares, ele é um ingrediente obrigatório para afastar demônios e feiticeiras. No Brasil, senão uma prática, o banho de sal grosso é uma expressão comum para designar proteção contra o mau-olhado. Recipientes com sal e uma cabeça de alho podem ser vistos com freqüência não apenas em casas, mas também em lojas e escritórios. A final, que las hay, las hay…

Acredita-se que foi a Igreja que tomou emprestado esse uso para seus rituais, sobretudo os de exorcismo, e não o contrário. A explicação de um demonólogo francês do século 16 para os poderes anti-diabólicos do sal: “ele é a marca da eternidade e da pureza, porque jamais apodrece ou se corrompe. E tudo o que o diabo procura é a corrupção e a dissolução das criaturas, tanto quanto Deus busca a criação. Daí a obrigação, pela lei de Deus, de colocar sal na mesa do santuário…”

gravura

Povos antigos atribuíram ao sal poderes afrodisíacos e acreditavam que sua carência reduzia a potência sexual dos homens. Uma gravura satírica francesa do século 16 mostra mulheres de diversas classes sociais numa atividade insólita: debruçadas sobre maridos sem calças, que esperneiam, aprisionados em barris, elas esfregam com sal, vigorosamente, suas partes íntimas.

Até hoje é grande o número de superstições em torno do sal. Algumas delas:

• o saleiro passado de mão em mão a outra pessoa da mesa traz má sorte. No Brasil, recomenda-se que ele não seja levantado da superfície da mesa. Nos Estados Unidos, existe o ditado “passe-me sal, passe-me sofrimento”.

• jogar sal afugenta os vampiros.

• usar um sachê de sal pendurado no pescoço afasta os maus espíritos.

• derrubar sal traz má sorte, a menos que se jogue uma pitada por cima do ombro direito.

• para afastar maus espíritos, joga-se sal por cima do ombro esquerdo.

• cada grão de sal derrubado equivale a uma lágrima. Para evitá-las, leva-se imediatamente o sal derrubado para uma panela no fogo. Isso bastará para secar as lágrimas.

• emprestar ou pedir emprestado sal ou pimenta destrói a amizade. É melhor oferecê-los e aceitá-los como um presente.

• no oriente médio acredita-se que quando duas pessoas comem sal juntas, formam um vínculo. Por isso, usa-se sal para selar um contrato.

• no Havaí, a pessoa que volta de um funeral polvilha sal sobre si mesma, para garantir que maus espíritos que rondassem o defunto não a acompanhem em casa.

• no Japão, espalha-se sal no palco antes da apresentação para evitar que maus espíritos joguem pragas sobre os atores.

• em muitos países espalha-se sal no umbral da porta de uma casa nova para impedir a entrada de maus espíritos.

Extraído de: http://www.norsal.com.br/o_sal/costumes.html

Os Poderes do Sal

 

O sal está presente em rituais religiosos de diversas épocas e civilizações.

Foi usado por gregos, romanos, asiáticos e árabes.

Nas crenças populares, ele é um ingrediente obrigatório para afastar energias negativas e mau-olhado.

Jesus disse: "Sois o sal da terra. Ora, se o sal se decompor, com que se salgará?". A frase foi registrada pelo apóstolo Mateus no Novo Testamento e revela o duplo significado do sal: conservar a união com A FONTE UNA e dar gosto à vida.

Existem registros do uso do sal datados de 5 mil anos atrás. O sal foi usado na Babilônia, no Egito, na China e em civilizações pré-colombianas. Nas civilizações mais antigas, contudo, apenas as populações costeiras tinham acesso a ele. Ainda assim, existiam períodos de escassez ocasionados por condições climáticas e por períodos de elevação do nível do mar.

Foi apenas na Idade Média que a tecnologia de mineração começou a se desenvolver. Escasso e precioso, o sal era vendido a peso de ouro. Em diversas ocasiões, foi usado como dinheiro. Entre os exemplos históricos mais conhecidos figura o costume romano de pagar com sal parte da remuneração dos soldados, o que deu origem à palavra salário (do latim "salariu").

 Por ser tão valioso, o sal foi alvo de muitas disputas. Roma e Cartago entraram em guerra em 250 a.C. pelo domínio da produção e da distribuição do sal no Mar Adriático e no Mediterrâneo. E após vencer os cartagineses, o exército romano salgou as terras do inimigo, para que se tornassem estéreis.

Cerca de 110 a.C., o Imperador chinês Han Wu Di iniciou o monopólio do comércio de sal no país, transformando a "pirataria de sal" em crime sujeito à pena de morte. O monopólio e o peso dos impostos sobre o sal foram estopim de grandes rebeliões. Na França, a elevação de uma taxa criada em 1340, chamada "gabelle", ajudou a desencadear a Revolução, em 1789. Séculos depois, na Índia, as taxas abusivas cobradas pelos ingleses encorajaram o movimento da desobediência civil, liderado por Ghandi, na década de 1930.

O sal está presente em rituais religiosos de diversas épocas e civilizações. Foi usado por gregos, romanos, asiáticos e árabes. Nas crenças populares, ele é um ingrediente obrigatório para afastar energias negativas e mau-olhado. Em várias culturas, acredita-se que o sal tem o poder de afastar espíritos densos e as energias negativas. Por essa razão, era oferecido aos deuses para afastar os demônios e muitos sacerdotes utilizavam-no nos rituais e nas cerimônias mágicas.

Os árabes citam recomendações de Maomé para: "começar pelo sal e terminar com o sal; porque o sal cura numerosos males". Também é considerado símbolo da incorruptibilidade – pois é a marca da eternidade e da pureza, porque jamais apodrece ou se corrompe; e da lealdade – como pode ser visto na Bíblia, o termo "aliança de sal" designa uma relação com o DIVINO que não pode ser rompida.

Largamente utilizado pelos esotéricos, o sal é recomendado para a limpeza da aura, ou seja, o campo de luz que envolve o corpo humano. Quando a aura está saturada, o sal é o único composto que a recompõe rapidamente. Segundo o esoterismo, o banho de água e sal é excelente para expandir a aura. Mas, para isso, deve seguir algumas regras:

Primeiramente, deve-se tomar o banho normalmente, deixando ao lado um recipiente com água morna e sal grosso. Após o banho normal, despeja-se essa água com sal do pescoço para baixo, segurando o recipiente com ambas as mãos. O conhecimento esotérico indica que não se deve jogar na cabeça. Também não há necessidade de esfregar a água e o sal, já que o banho não atua no corpo físico, mas sim no corpo astral. Basta simplesmente jogar a água com sal sobre o seu corpo. Depois, não é indicado enxugar-se com movimentos de expulsão, ou seja, de baixo para cima ou para os lados, o correto é apenas deixar a toalha absorver a água.

Uma curiosidade a respeito do banho com sal grosso é que, dizem as tradições, ele deve sempre ser tomado nas segundas, nas quartas e, de preferência, nas sextas-feiras. Além disso, deve-se evitar os dias ímpares.

Um cristal

Segundo a explicação de especialistas em radiestesia, o sal é um cristal e, por isso, emite ondas eletromagnéticas que podem ser medidas pela radiestesia (técnica que utiliza pêndulos para identificar e alterar os campos vibratórios). Experiências mostraram que ao colocar-se o pêndulo sobre um monte de sal, é possível detectar o mesmo comprimento de onda da cor violeta, capaz de neutralizar os campos eletromagnéticos negativos.

A sabedoria popular vai pela mesma linha: como as energias densas costumam se concentrar nos cantos dos ambientes, costuma-se colocar um copo de água com sal grosso em pelo menos dois cantos. Quando se formarem bolhas, é hora de trocar a salmoura por outra.

O mesmo efeito purificador explica o famoso banho de sal grosso e o antigo escalda-pés (mergulhar os pés em uma salmoura morna): ambos têm o poder de neutralizar a eletricidade do corpo.

Nas tradições

No candomblé, religião trazida para o Brasil pelos escravos africanos, o sal tem importância fundamental. Na tradição africana, quando uma pessoa muda, deve entrar na nova casa levando primeiramente um copo de água e outro de sal.

Já na tradição judaica, quem muda de casa é presenteado com pão (para que nunca falte alimento) e com sal (símbolo da união indestrutível). No Oriente Médio acredita-se que quando duas pessoas comem sal juntas formam um vínculo. Por isso, é costume usar sal para selar um contrato ou acordo.

Existe uma superstição que indica que derrubar sal na mesa é sinal de mau agouro. Em sua obra "Dicionário do Folclore Brasileiro", Luís da Câmara Cascudo cita que Leonardo da Vinci, ao pintar o famoso quadro "A Santa Ceia", colocou o saleiro entornado diante de Judas.

Fontes de pesquisa: 
Coluna da Mônica Buonfiglio no Portal Terra 
www.norsal.com.br

Extraído de: http://www.jardimdeflores.com.br/sinergia/S17poderesdosal.htm

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