(via: Shutterstock)

Sabe aqueles tomates danificados, que geralmente são descartados pois são considerados impróprios para venda? Uma equipe de cientistas está explorando para que estes tomates sejam transformados em uma fonte de eletricidade.

O projeto piloto envolve uma célula a base de combustível biológico que utiliza resíduos de tomate que sobraram das colheitas na Flórida, nos Estados Unidos.

Aproximadamente 400.000 toneladas desse rejeito vai para aterros sanitários todo ano, liberando metano, um gás de efeito estufa perigoso.

Percebendo este grande problema, um grupo de pesquisadores da Escola de Minas e Tecnologia de Dakota do Sul desenvolveu uma célula de combustível microbial especial para transformar os resíduos em eletricidade.

Graças à ação oxidante das bactérias aeróbicas, é possível processar os resíduos de tomate e gerar uma corrente elétrica.

O pigmento de licopeno no tomate, segundo os pesquisadores, é um excelente mediador para incentivar a geração de cargas elétricas. O processo também neutraliza os resíduos, impedindo que eles emitam gases de efeito estufa, vilões do aquecimento global.

Pelos cálculos dos pesquisadores, as tais 400.000 toneladas de resíduos de tomate desperdiçados na Flórida poderiam gerar energia suficiente para abastecer a Disney World por 90 dias.

Neste momento de testes em pequena escala, porém, os resultados são bem mais módicos – cerca 0,3 watts de eletricidade por 10 miligramas de produto. A ideia é aperfeiçoar o processo para aumentar a escala.

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feixes de luz de cores diferentes

O futuro está na luz… E com muita economia de energia. Paradoxal? Ciência é assim: o que parece impossível pode acontecer a alterar paradigmas.

No futuro, os cientistas esperam que as novas tecnologias sejam alimentadas pela luz em uma escala microscópica, também conhecida como nanofotônica. E esse futuro pode estar mais perto do que você imagina.

Com a tecnologia nanofotônica, o funcionamento de aparelhos eletrônicos será mais rápido e consumirá menos energia elétrica – isso porque quase não haverá conversão de eletricidade em calor.

Segundo a Revista Pesquisa Fapesp, novas tecnologias já estão permitindo a construção dos chamados chips nanofotônicos de silício.

Mas o que os diferencia dos chips convencionais? Em vez de usarem fios metálicos na transmissão de sinais elétricos, os componentes fazem uso de sinais de luz para se comunicarem, mais especificamente do laser.

Ao utilizar sinais luminosos na comunicação, a informação chega muito mais rápido. Esse tipo de tecnologia pode abrir portas para a vinda de outros recursos e tecnologias.

Um dos principais problemas de grandes empresas de tecnologia, como Google e Facebook, é o engarrafamento do sistema de dados, que diminui o tráfego de informação e faz com que muita informação seja perdida ou enviada com velocidade inferior, que é um dos desafios do Big Data (termo que designa os problemas com grandes variedades e volumes de informação que precisam ser transmitidos em alta velocidade).

A tecnologia irá, inicialmente, beneficiar supercomputadores de grandes centros de dados no mundo com a nova tecnologia a laser, mas, com o tempo, após o custo de produção abaixar, ela poderá entrar no nosso cotidiano de acordo com o físico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Gustavo Wiederhecker.

Segundo o físico da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em física quântica, Paulo Nussenzveig, nada disso seria possível sem a criação revolucionária do laser. “O laser foi a mudança de paradigma que permitiu o desenvolvimento de todas as tecnologias que o seguiram”, disse Nussenzveig, para a Revista Fapesp.

Assim como a fibra ótica barateou e tornou mais rápida a troca de informações de longas distâncias, a tecnologia fotônica tenta fazer isso dentro dos componentes internos das máquinas.

Em 2012, a empresa IBM anunciou um chip nanofotônico com capacidade de transferência de dados de 25 Gb que seria a solução para o problema com a armazenagem e transmissão de dados.

A tecnologia nanofotônica ainda possuí diversos obstáculos até poder ser produzida e vendida. Porém, não se pode negar que com nossa atual situação energética, a ideia é mais necessária do que nunca.

Para ter mais informações sobre o assunto, clique aqui.

Fonte: Revista Fapesp