A farinha teff é obtida a partir de um grão muito pequeno, semelhante ao da semente de papoula, originário da Etiópia e Eriteia. Lá, este grão é fundamental na alimentação diária é consumido como um tipo de pão, a injera, existem diversas variedades de cores, desde o branco, passando pelo vermelho até ao castanho-escuro e acredita-se que é cultivado há mais de 5000 anos, é tão pequeno, que para se obter um grama, são precisos 3 mil grãos.

O consumo pode ser feito de duas formas: o próprio grão cozido, ou a farinha de teff, muito utilizada na fabricação de pães, por ser semelhante ao trigo. Quem deseja uma dieta com menos carboidratos e livre de glúten pode utilizar a farinha de teff como uma alternativa. Também pode ser usada para engrossar sopas e molhos de carne.

A farinha de teff é uma farinha indicada para celíacos ou outras pessoas intolerantes ao glúten. Tem uma aparência levemente granulada e é ideal para utilizar no preparo de bolos, tortas e pães. Tem uma coloração escura e um sabor acentuado, o que a torna bastante deliciosa. Vale a pena soltar a imaginação e utilizar essa farinha em substituição à farinha de trigo refinada.

Veja os 10 Benefícios Incríveis do Cereal Teff para a Saúde

1- Auxilia na perda de peso

Teff é composto por  amido de alta resistência, que ajuda as pessoas a ficarem satisfeitos por mais tempo,  ajuda também a controlar o apetite e a evitar que se coma fora das refeições, acrescentar esse cereal na alimentação favorece a perda de peso e pode ser utilizado em diferentes receitas.

2- Previne o Câncer

O cereal tem em seu perfil muitos nutrientes que combatem o crescimento de certas células cancerosas, consumi-lo regularmente pode ajudar a prevenir câncer de cólon.

3- Combate a anemia

O Teff possui  duas vezes mais ferro que  outros cereais, isso o torna um alimento extremamente importante para sua dieta, ele fortifica o sangue combatendo assim a anemia. Essencial para crianças e gestantes.

4- Amigo dos celíacos

A doença celíaca é causada por uma reação imunológica ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio e seus derivados, como massas, pizzas, bolos, pães, biscoitos, cerveja, uísque, vodka e alguns doces, provocando dificuldade do organismo de absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água. Quem tem essa doença sofre muito por ter uma imensa restrição alimentar, mas com o cereal Teff os problemas acabaram, pois ele não contém glúten, por isso, se torna essencial a sua introdução na alimentação diária, principalmente em alimentos como o pão caseiro, em bolos, em biscoitos e em crepes.

5- Para os diabéticos

Este cereal também ajuda a controlar o diabetes, por seus  altos níveis de ferro o cereal pode ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue e promove a função cardiovascular ideal.

6- Regula o intestino

Outros benefícios do teff são ajudar a melhorar a função intestinal renovando a flora intestinal, reforça o sistema imunológico por ser uma importante fonte de minerais como o cálcio e o ferro e é um alimento rico em nutrientes essenciais.

 7- Fonte de proteínas para vegetarianos

Muito recomendável para os vegetarianos, já que contém aminoácidos que não devem nunca faltar na nossa dieta diária e por ser riquíssimo em proteínas, não só contém todos os aminoácidos essenciais, mas também é mais rico em nutrientes do que muitas proteínas animais.

8- Melhora o funcionamento do cérebro

O cereal Teff é também excelente para o cérebro por conter muito ferro na sua composição, ele estimula os glóbulos vermelhos e melhora o nosso rendimento intelectual e diminui o estressemental.

9- Aumenta o vigor físico

Riquíssimo em proteínas que se transformam em energia no nosso corpo o Teff tem o poder de nos dar mais disposição para a prática de exercícios  físicos e seus minerais também ajudam na rápida recuperação após o exercício físico ou cansaço mental.

10- Melhora a digestão

Seu excelente perfil nutricional supera até mesmo outro superalimento, a  quinoa, ao contrário de muitos cereais sem glúten, o teff é rico em fibras, o que ajuda a melhorar a digestão e manter o organismo em equilíbrio.

Veja a seguir algumas receitas com a farinha de Teff

1) Receita de pão com farinha de Teff

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Ingredientes:

  • 1 e ½ xícaras de água morna;
  • 2 xícaras de farinha de Teff;
  • 4 colheres de sopa de azeite;
  • 1 colher de chá de açúcar mascavo;
  • 1 e ½ colheres de chá de goma xantana;
  • 3 colheres de sopa de mel;
  • 2 colheres de sopa de farinha de linhaça;
  • 1 e ¼ colheres de chá de sal marinho;
  • ½ xícara de pó de amido de milho;
  • ½ xícara de polvilho doce;
  • 2 e ¼ colheres de chá de fermento biológico seco.

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes secos e depois os líquidos e misture bem até formar uma massa homogênea. Molde o pão de acordo com sua preferência, disponha em uma assadeira e leve ao forno pré-aquecido por 30 minutos ou até dourar. Espere amornar e sirva.

2) Receita de Bolo doce com farinha de Teff

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Ingredientes:

  • 1 e 1/4 xícara de chá de farinha de teff;
  • ovos caipiras em temperatura ambiente;
  • 1 xícara de chá de farinha para polenta;
  • 1/4 colher de chá de sal;
  • 1 e 1/2 xícara de chá de açúcar mascavo;
  • 1/2 xícara de chá de óleo vegetal;
  • 3 bananas médias amassadas;
  • 1/3 xícara de chá de leite de coco;
  • 1 colher de sopa de semente de papoula;
  • 2 colheres de chá de extrato de baunilha;
  • 1/2 colher de chá de fermento em pó.

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno em temperatura média. Enquanto isso, unte uma forma média redonda e reserve. Em uma vasilha grande misture os ingredientes secos. Em uma batedeira adicione os ovos, óleo e bata até misturar bem. Em seguida, adicione o açúcar e bata até formar um creme. Em seguida, adicione as bananas, o leite e a essência. Então acrescente os ingredientes secos e as sementes de papoula e misture com uma colher. Despeje a massa na forma e leve ao forno por 35 minutos ou até dourar. Espere esfriar, desenforme e sirva.

3) Receita de Panqueca de farinha de Teff com peito de peru

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Massa

  • 3 ovos grandes;
  • 10 folhas de manjericão lavadas e secas;
  • 1 1/2 xícara de farinha de Teff;
  • 2 xícaras de leite desnatado;
  • 2 mãos cheias de folhas de espinafre lavadas e secas;
  • 1 xícara de água;
  • 1 colher de sopa de azeite de oliva;
  • sal a gosto;
  • pimenta a gosto.

Recheio

  • 3 cenouras raladas;
  • folhas de alface;
  • fatias de peito de peru;
  • 4 colheres de sopa de cream cheese light;
  • sal a gosto;
  • pimenta a gosto.

Modo de preparo:

Bata todos os ingredientes da massa em um processador ou liquidificador e reserve na geladeira por pelo menos 30 minutos para a massa descansar. Enquanto isso prepare o recheio. Rale a cenoura. Adicione azeite, sal e pimenta e misture bem. Retire a massa da geladeira, espere 5 minutos. Então aqueça uma frigideira anti-aderente untada com um fio de azeite, despeje uma concha de massa e espere dourar. Então vire do outro lado e deixe dourar novamente. Repita o processo até acabar a massa. Recheie, dobre a panqueca e sirva.

Fonte: https://biosom.com.br/blog/alimentacao/10-beneficios-do-cereal-teff/

Para os intolerantes à proteína do leite, a única saída é recorrer aos alimentos sem lactose. Confira as verdades e os mitos e prepare seu cardápio.

Para os intolerantes à proteína do leite, a única saída é recorrer aosalimentos sem lactose . No entanto, nem todo produto lácteo provoca a intolerância . Existem diversas variedades de queijos e leites, por exemplo, que podem ser consumidos por pessoas cujo organismo não aceita a substância.

São diversas as dúvidas quanto aos alimentos que podem ou não ser consumidos pelos intolerantes. Pode comer produto com baixa lactose ? E o leite de coco e de cabra? Existe alguma doença que se desenvolve para quem não consome lactose? Descubra alguns mitos e verdades sobre alimentação livre de lactose.

Todos podem comer alimentos sem lactose

Cerca de 70% dos brasileiros possuem algum tipo de intolerância aos produtos derivados do leite, de acordo com pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo. No entanto, apenas poucos demonstram os sintomas desde a infância. A maioria dos intolerantes desenvolve uma manifestação tardia, sendo que apenas 10 a 15% apresentam os sintomas mais graves.

Os alimentos sem lactose, no entanto, são para todos. Intolerantes ou pessoas que não apresentam o problema podem consumir os produtoslivres de proteína do leite . Por isso, é importante conhecer algumas curiosidades sobre eles.

VERDADE: Nem todo alimento lácteo tem lactose

Os alimentos à base de leite podem ser produzidos sem lactose, através de processos que retiram a proteína do leite. No entanto, todos os leites de origem animal possuem a lactose em sua composição, inclusive o materno. É na fabricação industrial que o composto é removido. Verifique sempre os rótulos.

VERDADE: Leite de coco está liberado

Por não ser originário de animais, o leite de coco é seguro para os intolerantes. Da mesma forma, outros leites de origem vegetal podem ser consumidos, como o de arroz e o de soja.

MITO: Lactose não causa alergia respiratória infantil

Alergia a lactose não existe. Os alimentos sem lactose garantem que não haja intolerância ou reações alérgicas por serem livres da proteína do leite, a verdadeira causadora da alergia. Apesar de relacionadas, a lactose e a proteína são substâncias diferentes.

Dieta sem lactose pode exigir suplementação

Uma pesquisa da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, descobriu que o cálcio é fundamental para manutenção do peso e controle da pressão arterial. No entanto, os alimentos sem lactose não estão livres apenas desta substância, mas também do cálcio.

Por isso, muitas pessoas com intolerância à proteína do leite precisamadequar sua com a suplementação de cálcio. Iogurtes e leites de soja costumam ser a opção mais adequada, mas também existem outros alimentos sem lactose, de origem vegetal, que podem ajudar, como brócolis e espinafre.

MITO: Iogurtes com baixo teor de lactose são recomendáveis para intolerantes

Nos iogurtes com redução de lactose, o nível da substância continua sendo perigoso para quem é intolerante. O ideal é conhecer bem as quantidades adequadas para cada organismo e dar preferência aos produtos zero lactose. Se tiver intolerância, escolha o iogurte à base de soja.

MITO: Nenhum alimento lácteo pode ser consumido por quem tem intolerância

Cada pessoa possui um nível de intolerância diferente. Por isso, apenas o médico pode determinar a quantidade de proteína do leite que é possível ingerir em cada caso. Como os sintomas variam entre os intolerantes, uma parte deles pode consumir alimentos lácteos com baixo teor de lactose, como queijos, manteiga e iogurtes.

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/culinaria/alimentos-sem-lactose-conheca-os-mitos-e-verdades,3c17f0ac971c281e3dcb701609e199ddi1xbte9w.html

A doença celíaca (DC) é uma doença autoimune caracterizada pela incapacidade de digerir o glúten – uma proteína encontrada em cereais como trigo, cevada, centeio e malte.

Ao não conseguir digerir o glúten, o intestino vai sendo enfraquecido. Esse enfraquecimento afeta as vilosidades intestinais e aumentam a inflamação.

Não há cura para a DC, somente tratamento de controle que basicamente é feito através da alimentação e dieta sem glúten.

Bom, primeiro de tudo, preciso dividir que a maneira como se deu meu diagnóstico contribui bastante para a minha não aceitação da doença celíaca.

Eu contei neste post aqui que ano passado estava cansada de não saber o que tinha e me aventurei mais uma vez em um novo médico. Infelizmente minhas experiências com médicos ruins me faz ter um baita preconceito com a classe médica.

Explico: não foi um, dois ou três médicos que não quiseram me ouvir, passaram diversos exames sem ao menos perguntar o que eu sentia e porque estava ali, queriam me dar Omeprazol para tomar todo dia, faziam careta quando falava algo como “suspeito que tenho doença celíaca” e quando eu trazia algum dado de estudo científico que havia pesquisado fazia aquela cara de “garota, o especialista aqui sou eu” – quando claramente a última atualização dele foi na faculdade há pelo menos 15 anos.

Bom, desabafo feito, logo digo que o meu diagnóstico foi super difícil e chato porque eu já fazia dieta sem glúten há quase 3 anos quando resolvi investigar mais a fundo.

Como o artigo de revisão Diagnóstico de doença celíaca em adultos feito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul afirma:

Até recentemente, o diagnóstico de DC era reconhecido apenas em pacientes com manifestações clínicas típicas ou com elevado grau de suspeita. O diagnóstico geralmente é realizado em crianças com a síndrome má absortiva. Após o surgimento de testes sorológicos de alta acurácia e maior atenção dos médicos para manifestações atípicas, tem aumentado a prevalência de DC e seu diagnóstico fora da faixa pediátrica. A prevalência é estimada em torno de 1:100 na população em geral. (….)

Há importante predisposição genética nos pacientes com DC, caracterizada pelos marcadores de superfície HLA-DQ2 e HLA-DQ8. O glúten interage com os marcadores HLA, causando uma resposta imune anormal da mucosa e lesão tecidual. Uma revisão demonstrou que a relação de pacientes com DC diagnosticada e não diagnosticada pode ser de 1:77. Um estudo indica que mais de 36% dos pacientes com DC, haviam recebido diagnóstico de SII (síndrome do intestino irritável) previamente.

O exame de sangue positivo sugere o diagnóstico de DC, mas a biópsia duodenal é o padrão-ouro. Esse exame vai buscar evidências de que suas vilosidades intestinais (falamos dela aqui) estão atrofiadas – o que é uma das consequências da doença celíaca.

Por ser uma doença autoimune onde seu próprio organismo ataca seu intestino, a inflamação causada por esse ataque destrói as vilosidades intestinais – que são a nossa principal barreira do intestino, e faz com que os celíacos tenham inúmeros sintomas e desdobramentos de problemas como anemia, dermatite, má formação óssea, problemas renais, hepáticos, depressão, entre outros.

Se na hora do exame for coletado material da parte “errada”do intestino, ele vai dar um falso negativo. Isso é tão comum que alguns médicos já fazem a biópsia com três ou quatro amostras para poder comparar. A minha foi feita apenas com uma.

Como eu já não consumia glúten desde a primeira vez que fiz o exame de sangue, o meu IgG e IgA nunca deram alterados. Como eu além de não consumir glúten já fazia tratamento para o intestino (probióticos, alimentação, glutamina, suplementos antiinflamatórios, etc) as minhas vilosidades não estavam atrofiadas.

Vejam o que o artigo diz sobre os exames sorológicos que dão negativos:

Nos pacientes com deficiência seletiva de IgA pode ser realizada a sorologia com IgG, tanto o EMA IgG quanto o tTGA IgG têm excelente sensibilidade (próxima de 100%) e especificidade. Porém, testes baseados em IgG têm menor sensibilidade e especificidade em relação aos baseados em IgA, naqueles com níveis normais de IgA. Logo, se a sorologia (EMA IgA ou tTGA IgA) for negativa em paciente com alta suspeição de DC, deve ser dosada a IgA sérica.

Se alta suspeição de DC, com testes persistentemente negativos, os indivíduos devem realizar tipagem para HLA e, se positivos, devem realizar biópsia duodenal; ou alternativamente, realizar diretamente a biópsia.

Passamos para outros exames. Eu fiz ecografia e ressonância total do abdômen. Estava tudo bem, tinha só uma pequeníssima pedra em um dos rins.

Fiz endoscopia, que deu alterada, com inflamação da laringe até a boca do estômago e foram tirados alguns pólipos benignos do estômago – o que é relativamente comum.

Fiz exame de trânsito intestinal, por duas vezes, para acompanhar meu processo digestivo.

Fiz novamente exame de intolerância à lactose, deu positivo.

Fiz o exame genético para os genes HLA DQ8 e HLA DQ2, deu positivo.

Além dos exames, o histórico do paciente e familiar é importante de ser considerado, principalmente quando os exames dão negativos mas a dieta mostra ser benéfica.

O meu histórico contava com hipotireoidismo, cortisol altíssimo, outros hormônios desregulados, anemia, muitas alergias na pele, digestão ruim, muito enjôo, constipação. Passava de endocrinologista para gastro e ninguém nunca cogitava ser algo relacionado a alimentação.

Meu pai teve câncer no intestino bem novo (40 anos) e faleceu 3 anos depois, após cirurgia, tratamento, etc.

O médico que pediu os exames não achava suficiente os resultados de exame + histórico familiar + melhora com dieta sem glúten e grande piora com a inclusão do glúten.

Ele queria que eu voltasse a consumir glúten por pelo menos um mês para refazer todos os exames. Eu não quis. Já estava super debilitada com tantos exames invasivos, estava numa fase super difícil emocionalmente com um médico por vezes grosseiro e impaciente e ainda com todas as minhas dúvidas e esperança de uma resposta indo embora.

Além disso, eu sabia que mesmo voltando a consumir e refazendo os exames, poderia dar falso negativo novamente. Veja o que o artigo que comentei acima diz:

Em pacientes que já iniciaram com DSG (dieta sem glúten), mesmo antes da biópsia de confirmação, com alta suspeição de DC e sorologia negativa, pode ser realizado teste com dieta contendo glúten, neste caso por pelo menos quatro semanas e, posteriormente, a biópsia. Porém alguns pacientes são respondedores tardios e podem levar anos para alterar a histologia. Deve ficar bem claro que a DSG só deve ser estabelecida após o diagnóstico firmado de DC.

Já tinha comentado nesse post aqui como cortar glúten antes de fazer exames para DC é a PIOR IDEIA DA VIDA.

Visitei outros dois médicos. Os dois analisaram meu caso e falaram que eu era celíaca.

Portanto, o meu diagnóstico foi por histórico familiar + exame genético + melhora dos sintomas por exclusão da dieta.

Não é o padrão que a medicina considera o melhor, e por isso para mim ainda é difícil aceitar. Ainda hoje eu fico naquela de “e se não for isso”.

Mas, para ser super sincera, depois do meu desabafo dessa semana, de ler tantas mensagens de apoio de vocês e de meditar eu vi que não adianta de nada essa minha dúvida.

Meu corpo é muito enfático quando consumo glúten: ele não gosta. Ele fica inflamado na hora e cada vez mais eu sinto isso: articulações doloridas, fraqueza no corpo, dor de cabeça o dia todo, mal estar generalizado.

Até quando não sei que consumi ele responde assim, então eu decidi, a partir de hoje, fazer o que posso para aceitar o diagnóstico que mesmo não sendo “padrão ouro” é o que mais explica o que tenho até hoje.

Sempre que conto minha história recebo palpites do que pode ser e muitos de vocês vêm perguntar se não é SII (Síndrome do Intestino Irritável) e não é.

A SII é um caso extremamente comum e celíacos podem ter, assim como intolerantes à lactose/glúten.

A doença celíaca ainda é um campo com muitas dúvidas e suposições. Para quem se interesse pelo assunto, indico acompanhar o trabalho do dr Alesso Fasano que lidera pesquisas sobre o intestino e desordens relacionadas ao glúten na faculdade de medicina de Harvard.

Hoje, aceita-se que além da DC e da alergia ao trigo, existe a Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca (SGNC).

Se você está desconfiando que tem alguma sensibilidade ao glúten procure o quanto antes um bom médico, de preferência associado a Fenacelbra.

Indico também a participação na comunidade no Facebook Viva sem Glúten, lá tem muita informação e muita troca.

Além disso, quando tiver dúvidas ou quiser informações sobre a Doença Celíaca, dieta sem glúten e todo esse universo, procure a Acelbra do seu estado. Normalmente têm reuniões mensais, apoio, lista de restaurantes seguros, médicos credenciados, etc.

O apoio é fundamental, assim como achar um bom médico.

Eu não achei esse bom médico, mas quem sabe um dia esbarre em um.

Desejo sorte para você e que você se sinta bem!

Beijinhos!

Referências:

Diagnóstico de doença celíaca em adultos

O que é doença celíaca

Como se faz diagnóstico de doença celíaca

Fonte: https://www.lactosenao.com/blog-da-fla/diagnostico-de-doenca-celiaca/

Você já deve ter visto em diversas embalagens o famoso pode conter traços de leite e glúten e outras substâncias consideradas alergênicas, mas o que isso quer dizer?

Eu recebo muitas dúvidas sobre essa questão e para auxiliar vocês a fazerem escolhas mais conscientes e seguras, resolvi falar sobre a rotulagem dos alergênicos ao que diz respeito do “pode conter traços de”.

Neste artigo aqui nós falamos sobre a nova legislação para rotulagem de alimentos, com foco na informação clara sobre alergênicos. Em julho de 2015, foi aprovada a resolução da Anvisa e os fabricantes tiveram 12 meses para se adaptar. Portanto, desde 3 de julho de 2016 é obrigatório destacar nos rótulos a presença dos principais alimentos que causam alergias, que são os abaixo:

Trigo, centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas; crustáceos; ovos; peixes; amendoim; soja; leite de todos os mamíferos; amêndoa; avelã; castanha de caju; castanha do Pará; macadâmia; nozes; pecã; pistaches; pinoli; castanhas, além de látex natural.

Hoje já ficou BEM mais fácil para identificarmos qual produto leva ou não o que podemos comer, mas a dúvida do pode conter traços ainda confunde muita gente.

  • Quando está escrito: “Atenção alérgicos, contém:”Essa informação é para quando o produto contém o alimento/substância alergênica como um dos ingredientes. Veja o exemplo que retirei de documento da própria Anvisa, você pode conferir ele completo clicando aqui:

    Leite em pó integral instantâneo.

    Lista de ingredientes: leite integral e emulsificante lecitina de soja.

    O produto foi produzido a partir de um alimento alergênico (leite integral) com a adição de um aditivo derivado de outro alimento alergênico (soja). Assim, deve ser utilizada a advertência: ALÉRGICOS: CONTÉM LEITE E DERIVADOS DE SOJA.

    Alguns produtos ficam claros como esse, e outros, que têm uma infinidade de ingredientes (no meu ponto de vista totalmente desnecessários), ficam assim:

    Salgadinho de milho sabor queijo.

    Lista de ingredientes: milho, óleo vegetal de palma e preparado para salgadinho sabor de queijo (maltodextrina, sal, soro de manteiga, farinha de trigo, queijo, açúcar, óleo de soja e óleo de algodão, realçadores de sabor: glutamato monossódico, inosinato dissódico e guanilato dissódico, aromatizantes, reguladores de acidez: fosfato dissódico, ácido cítrico e ácido lático, corante artificial amarelo crepúsculo e corante caramelo).

Como a Anvisa explica:

O produto tem adição de um ingrediente composto (preparado para salgadinho sabor queijo) que possui diversos outros ingredientes, muitos dos quais também são ingredientes compostos que não tiveram sua composição detalhada (ex. queijo, sal, farinha de trigo). A partir da lista de ingredientes, verifica-se que o produto tem adição de derivados de leite (soro de manteiga e queijo), trigo (farinha de trigo) e soja (óleo de soja). Assim, a advertência a ser utilizada seria: ALÉRGICOS: CONTÉM DERIVADOS DE LEITE, TRIGO E SOJA. Entretanto, caso os outros ingredientes e aditivos alimentares utilizados sejam ingredientes compostos e contenham outros derivados de alimentos alergênicos em sua composição, estes também devem ser declarados.

Portanto, mesmo que o produto que você esteja comprando pareça que obviamente não terá trigo, leite, soja, etc, LEIA O RÓTULO!

  • Quando está escrito: “Pode conter traços de:”Quando está escrito “pode conter traços de” é levado em consideração a contaminação cruzada do produto/alimento em questão.

    O que é contaminação cruzada?

    A contaminação cruzada diz respeito aos casos em que o produto não tem adição intencional de determinado alimento alergênico ou seus derivados, mas pode apresentar traços desse alimento como consequência da presença incidental durante alguma etapa da sua fabricação, desde a produção primária até a embalagem e comércio.

    Ou seja, os “traços de” indicam que apesar daquele produto não ter o alergênico como ingrediente do preparo, ele pode ter sido plantado, manuseado, estocado ou produzido em ambiente que também passou aquele alergênico.

Veja, por exemplo, essa sopa que ganhei ontem (e que levantou muitas dúvidas em relação aos traços de):

Essa informação não quer dizer que talvez você encontre uma castanha, soja, pedaço de queijo ou farinha de trigo na sopa, mas sim que o ambiente em que ela foi produzida (neste caso um restaurante), produz alimentos com castanhas, leite, soja e trigo, e por isso a contaminação cruzada é possível.

  • Posso consumir o alimento que contém traços do alergênico?Essa é uma dúvida muito grande e a verdade é que depende do nível da sua sensibilidade. Casos de alergias extremas você NÃO DEVE CONSUMIR O PRODUTO QUE CONTENHA TRAÇOS.

    Já para casos de intolerância à lactose, a maior parte das pessoas não sente reações quando o produto pode conter traços de leite.

    Mas, lembre-se sempre que cada organismo é único e não existe regra geral.

    Portanto, converse com o profissional de nutrição e saúde que te acompanha e vejam qual a melhor estratégia para o seu caso!

Lembro novamente que para pessoas alérgicas, principalmente crianças, os traços devem ser evitados sim!!!

Celíacos também, os traços de glúten e a contaminação cruzada são prejudiciais e devem ser cuidados. Estou fazendo um post sobre isso, para tirar algumas dúvidas e falar sobre o meu caso específico.

  • Resumindo:
    – “Pode conter traços de” indica que o alimento/produto em questão indica a possibilidade de contaminação cruzada do alimento por algum alergênico, seja na etapa da sua fabricação, produção primária até a embalagem e comércio.– Não quer dizer que você vai encontrar um pedaço do ingrediente alergênico acidentalmente no seu alimento.

    – Não quer dizer que o fabricante não sabe o que pode ter dentro do alimento/produto que você está comprando.

    – Cada pessoa tem um nível de sensibilidade, portanto o consumo dos produtos que contêm traços deve ser avaliado caso a caso junto com o profissional de saúde.

Fonte: https://www.lactosenao.com/

O inhame, também conhecido como cará em algumas regiões do país, é um tubérculo muito consumido no café da manhã nas regiões Norte e Nordeste do país. Bons motivos não faltam para incluir esse carboidrato na dieta, melhor ainda se for substituindo os carboidratos simples como o arroz e o pão de cada dia. Ele é bastante saboroso e pode ser consumido de diversas maneiras, inclusive como suco.

O suco de inhame já anda fazendo muito sucesso entre as famosas. Um bom exemplo é a atriz Mariana Ximenes que já declarou que toma suco verde com inhame todos os dias no café da manhã. Ele dá energia para o corpo e ainda ajuda a controlar a TPM.

Os benefícios do inhame

O inhame é um tipo de alimento que oferece carboidrato complexo, ou seja, ele fornece muita energia sem formar o pico de insulina. Este, é justamente, o responsável pela transformação da glicose em excesso no organismo em gordura sendo armazenada na região abdominal. Assim, o inhame ajuda a equilibrar os níveis de glicose no sangue ajudando na prevenção do diabetes. Veja outros benefícios que esse alimento pode trazer para a saúde:

  • Reduz os níveis de colesterol na corrente sanguínea já que reduz a absorção dessa substância pelo intestino;

  • O inhame contém diversos nutrientes e entre eles podemos citar o potássio, o cálcio, o ferro, o fósforo, vitaminas do complexo B, vitamina C e vitamina A. Além disso possui uma grande quantidade de fibras que auxilia o sistema digestivo e controla os níveis de glicose;

  • Ajuda a emagrecer já que possui carboidrato complexo que não será armazenado como fonte de energia na forma de gordura;

  • Esse tubérculo também auxilia a equilibrar os níveis do hormônio progesterona e também reduz os sintomas da TPM e pode ajudar mulheres a engravidar mais rapidamente;

O Inhame cru faz mal?

O inhame possui uma substância chamada de ácido oxálico que também pode ser encontrado em outras raízes como a beterraba e em outros tipos de batatas. Esse ácido é responsável pela coceira que pode aparecer em algumas pessoas enquanto manipulam o inhame. Porém, se consumido das doses corretas, esse tubérculo não faz nenhum mal para a saúde. Porém, quando em contato com outros alimentos pode reduzir a absorção de certos nutrientes.

Ajuda na prevenção ou no tratamento da dengue?

Por o inhame ser um alimento muito completo e com elevado valor nutricional, ele consegue fortalecer as defesas do organismo nos deixando menos propensos a adquirir doenças como gripes e resfriados. O inhame também ajuda a “limpar o sangue” e reduzir toxinas, mas não há nenhum estudo ou pesquisa que confirme a tese de que o inhame pode evitar a dengue ou até mesmo tratá-la já que para a dengue só existe tratamento sintomático, ou seja, só é possível aliviar os sintomas.
Como esse tubérculo melhora as defesas do organismo, ele pode ajudar no tratamento de qualquer patologia já que ele melhora o sistema imunológico como um todo.

Receitas de suco de inhame

Existem várias receitas de suco de inhame e todas elas são extremamente nutritivas. Você pode sempre inovar trocando as frutas ou as hortaliças que coloca no suco para não enjoar do sabor. Veja abaixo algumas receitas rápidas e práticas de fazer e que vão turbinar a sua saúde.

Suco de Inhame tradicional

Ingredientes

  • 1 Xícara de inhame descascado e cortado em cubos

  • 500 ml de água ou água de coco

  • ½ suco de limão

Modo de fazer

  • Bata todos os ingredientes no liquidificador

  • Adoce com mel com adoçante

  • Não é necessário coar

Receita de suco verde com Inhame

Ingredientes

  • 2 Folhas de couve

  • 500 ml de água

  • 1 Cenoura

  • 2 Maçãs

  • 1 Pedaço médio de gengibre

  • 5 Folhas de alface

  • 2 Inhames pequenos crus e descascados

Modo de fazer

  • Corte todos os ingredientes em pedaços pequenos (antes de cortar o gengibre descasque-o)

  • Misture tudo no liquidificador junto com a água

  • Bata até que esteja homogêneo

  • Está pronto para beber

Saiba que a grande maioria das pessoas que têm uma intolerância ao glúten, são pessoas a quem ainda não lhe foi diagnosticada, será que você é um deles?

Nem sempre o diagnóstico é de reconhecendo fácil, visto que a sensibilidade ao glúten tem sintomas que podem se sobrepor a outros problemas de saúde tornando-se difícil distinguir.

É importante você saber que muitos destes sintomas podem se manifestar logo após as suas refeições e podem desaparecer rapidamente. Em outros casos, os sintomas podem ficar por algumas semanas ou tornaram-se crónicos.

Confira aqui uma lista de 7 sintomas que pode ajudar a diagnosticar uma sensibilidade ao glúten:

  1. Tonturas ou Vertigens: Se sentir falta de equilíbrio pode ser um sinal de intolerância ao glúten.
  2. Doenças auto-imunes: Certamente não em todos os casos, mas alguns casos com problemas de tiroidite de Hashimoto, artrite reumatóide, colite ulcerativa, lúpus, escleroderma, esclerose múltipla, psoríase, são doenças onde a taxa intolerância ao glúten é bem alta.
  3. Fadiga Crônica: Se sentir uma fadiga quase constante, confusão mental, e sensação de cansaço, especialmente após as refeições consulte um médico, poderá ser apenas uma intolerância ao glúten.
  4. Queratose pilar: também conhecido como “pele de galinha” que se manifesta normalmente nas costas dos braços e coxa é o resultado de deficiência de ácidos graxos causados ​​pelo glúten.
  5. Fibromialgia: Algumas pessoas diagnosticadas com fibromialgia e fadigas crônicas realmente têm intolerância ao glúten, mas não percebem isso. Se você foi diagnosticado, considere o glúten como a causa potencial.
  6. Dores de cabeça persistentes: Enxaquecas e dores de cabeça persistentes é outro sinal potencial da sua intolerância ao glúten. Eles também podem ser sinais de desidratação e outras desordens.
  7. Problemas digestivos crónicos: gases, diarréia, inchaço e  que persiste aparentemente sem causa é um dos sinais mais evidentes. A obstipação é um sinal comum de intolerância ao glúten em crianças.

Se você já tentou fazer um bolo sem glúten, sem ovos ou sem leite e sua receita ficou um desastre total, acredite: não aconteceu só com você!

Para compreendermos receitas que utilizam ingredientes diferentes da tradicional mistura de farinha de trigo, leite, açúcar, manteiga e ovos, temos que começar desconstruindo alguns conceitos.

Para isso, vamos entender qual o papel de cada ingrediente nas receitas tradicionais de bolo?

Farinha de trigo:
Graças à sua proteína, o glúten, essa é a opção perfeita para suportar a expansão causada pela fermentação e gerar a estrutura para o bolo. Diferentemente de um pão, a massa de bolo não deve ser sovada ou muito trabalhada.

O glúten ajuda a dar estrutura, mas para a confecção de bolos não é necessária uma rede muito forte para suportar a expansão da massa. Por esse motivo que geralmente adiciona-se o trigo no fim do processo.

Açúcar:
Além do deixar doce (dã), o açúcar também contribui para a expansão da massa e ajuda a manter sua umidade por meio das ligações entre as moléculas de água e de sacarose, deixando o bolo mais… úmido, ué.  Sem açúcar, o bolo fica mais denso e seco.

Ovos:
Os ovos são tipo faz-tudo: eles têm diversas funções no bolo.
Ajudam a dar estrutura, aeração, ajuda a dar liga e são emulsificantes, contribuindo para que os ingredientes se misturem.

Quando o bolo vai pro forno, a proteína do ovo coagula com o calor e dá firmeza e textura. Além disso, eles também conferem aeração à massa, deixando o bolo mais leve e fofo.

Leite:
Além de umedecer a massa, o leite também influencia na textura pois apresenta proteínas, podendo interferir na estrutura formada pela massa.

Manteiga:
Auxilia na maciez pois impede que a rede de glúten se forme. A gordura envolve as proteínas da farinha, impedindo que elas se liguem entre si. Além disso, dá sabor à massa.

Entendendo um melhor o papel de cada um dos ingredientes fica mais fácil ganhar autonomia para substituí-los nas receitas.

Como Substituir Ingredientes em Bolos - Receitas Funcionais que Funcionam

Substituindo a farinha de trigo branca:
Para trocar por farinha integral, é interessante manter uma pequena porção da farinha refinada para que o resultado final seja de um bolo macio, como eu fiz no bolo de natal. Uma proporção de 60% farinha integral e 40% refinada é interessante, mas é possível reduzir ainda mais a quantidade da segunda.

Como comentei no video anterior, para substituir o glúten da farinha de trigo é necessário utilizar ingredientes que façam seus diversos papéis. Geralmente, utiliza-se uma mistura de farinha de arroz, fécula, polvilho e alguma farinha de liga.

Também é comum adicionar Goma Xantana ou CMC, que servem para dar mais maciez e elasticidade. No fim do post tem algumas sugestões de mix de farinha. Teste em casa e eleja a sua favorita!

Substituindo os ovos:
Como eles são multi-função, o ideal é tentar entender quais papéis o ovo desempenha em cada receita.

Em um bolo sem farinha, por exemplo, o ovo que dá estrutura, liga, umidade e expande…. é quase um omelete alto e doce, na verdade.

Banana amassada, as farinhas de liga, vinagre, pasta de amendoim… vários ingredientes podem substituir os ovos em certos aspectos. Dá uma olhada nessa tabela que roda a internet:

Como Substituir Ingredientes em Bolos - Receitas Funcionais que Funcionam

A questão aqui é que esses ingredientes não substituem 100% o papel dos ovos em todas as receitas. Meus comentários sobre cada substituto citado acima (de acordo com minha experiência, pode ser que eu esteja errada!) são:

  • Gel de Linhaça: ajuda a dar liga e adiciona fibras ao bolo;
  • Gel de Chia: como o de linhaça, ajuda a dar liga e adiciona fibras.. mas deixa com a textura das sementinhas;
  • Proteína de soja e Ágar-ágar: nunca usei!
  • Banana Amassada: ajuda a dar liga e umidade, mas deixa sabor residual;
  • Purê de maçã: ajuda a dar umidade, deixa pouco sabor residual;
  • Pasta de Amendoim: ajuda com a liga e com a umidade, por ser bem oleosa. Pode reduzir a quantidade de gordura do resto da receita se utilizar essa opção. Ela deixa bastante sabor residual.
  • Aquafaba: não está nessa lista, mas a espuma feita com a água do cozimento do grão de bico pode ajudar a dar volume e arear. Mas ela não tem tanta estrutura quanto as claras em neve quando levada ao forno.

Substituindo o Açúcar:
Demerara, mascavo, adoçantes… Esse será o próximo assunto da nossa serie. Para o bolo, é bom lembrar que o açúcar ajuda a dar estrutura, leveza e umidade.

Substituindo o Leite:
Pode ser substituido pelos leites vegetais mais “ralos” como o de amêndoas ou soja. Para usar leite de coco industrializado ou de castanha de caju, é só diluir um pouco em água, deixando com uma consistência parecida com a de leite de vaca.

Dependendo da receita, também é possível substituir por água, como nos meus bolinhos de caneca de chocolate e de fubá.

Substituindo a Manteiga:
Óleos de cozinha dão um bom resultado em bolos, deixando-os bem fofinhos, mas não são exatamente super saudáveis.

O óleo de coco pode ser uma boa opção para substituir gorduras que solidificam em temperatura mais baixas, como a manteiga. Para quem não for vegano, também dá pra usar ghee. Dica extra: azeite de oliva fica uma delícia em bolos de chocolate!

Tamanho da forma:
A forma ou assadeira utilizada pode influenciar muito no sucesso final do seu bolo. Formas com furo no meio, por exemplo, ajudam a distribuir o calor para o centro do bolo, o que pode ser essencial para que um bolo sem glúten (como o de cenoura com chocolate) asse por completo.

Como os bolos sem glúten não têm tanta estrutura, pode ser impossível multiplicar uma receita por 2 e usar uma forma maior.

O bolo acabará não tendo estrutura, não assará por dentro e virará… uma nhaca

Se quiser fazer alguma receita sem glúten em grande quantidade, minha sugestão é utilizar formas de muffin (cupcake). Fica bem mais fácil pra massa conseguir estrutura em formatos menores.


Outros ingredientes não-convencionais:

Goma Xantana ou CMC:
Ajuda a dar elasticidade e maciez, mas fica com uma textura meio de goma, como o próprio nome diz. Fica gostoso se bem utilizado, e pode ajudar a reduzir a quantidade de gordura da receita.

Vinagre de maçã ou arroz:
Ajuda na fermentação, crescimento, maciez e durabilidade. Eu costumo utilizar esse ingrediente nas minhas receitas de bolo, como no muffin de duplo chocolate e o bolo guirlanda.

Outras farinhas:
Adicionar aveia, farinha de coco, de amêndoas, de quinoa ou outras farinhas nutrivas, mesmo que em pequena quantidade, pode diminuir o índice glicêmico e tornar seu bolo funcional. Dá uma olhada no glossário que montei, com ajuda da nutri Aline Quissak lá no blog e faça alguns experimentos em casa!

Dica final:
Comece a pensar nas suas receitas.

Entender o porquê da presença ou ausência de certos ingredientes vai começar a te dar mais autonomia na cozinha. Teste, experimente e erre bastante. Só assim você vai passar a acertar cada vez mais 🙂

Bolo de Cenoura - Receita de Vovó, versão sem glúten e vegana! | Receita | Video | Julia Guedes | Fru-fruta


Mix de Farinha Sem Glúten

Essas opções são um “garimpo” que fiz pela internet, além de algumas opções que eu já testei.

Mistura Basicona

Finalidade: pão branco, cupcakes e bolos

1 xícara de farinha de arroz branco

1/4 xícara de polvilho doce

1/4 xícara de fécula de batata

Esse bolo de coco usa o mix acima:

Bolo de coco sem glúten, vegano e super fofo! | Receita | Julia Guedes | Fru-fruta

Misturas de farinha por Marcelo Fachini

 #1

Finalidade: pão branco, cupcakes e bolos

1 3⁄4 xicaras de chá de farinha de arroz branco

2 xícaras de chá de fécula de batata

1 1⁄2 xícaras de chá de polvilho doce

2 colheres de sopa de goma xantana

 #2

Finalidade: pão meio integral, cupcakes e bolos

1 1⁄2 xícara de chá de farinha de arroz integral

3⁄4 de xicara de chá de fécula de batata

1 xícara de chá de polvilho doce

1 1⁄2 colheres de sopa de goma guar (ou xantana)

#3

Finalidade: pães, tortas, focaccia, pizzas, etc.

1 xícara de chá de farinha de sorgo

1 xicara de chá de farinha de painço

1 1⁄2 xícaras de chá de farinha de arroz branca

1 1⁄2 xícaras de chá de fécula de batata

2 colheres de sopa de goma xantana

 #4

(lowcarb – baixo carboidrato)

Finalidade: pães, tortas, pizzas, etc.

1 xícara de chá de farinha de sorgo

1 xícara de chá de farinha de teff

1 1⁄2 xícara de chá de farinha de painço

1 1⁄2 xícaras de chá de polvilho doce

1 colher de sopa de goma guar

1 colher de sopa de goma xantana

Fontes:

www.cuecasnacozinha.com.br/2014/12/como-fazer-receitas-sem-gluten

www.ebah.com.br/content/ABAAABwC0AD/preparacao-bolo-a-importancia-uso-cada-materia-prima-seguimento-cada-procedimento

www.aguadoce.com.br/blog/posts/funcao-de-cada-ingrediente-do-bolo

umaquimicairresistivel.blogspot.com.br/2011/04/e-altura-de-festejar.html

O trigo sarraceno é tratado como grão por causa do nome, mas na verdade é uma semente altamente nutritiva.

Por isso, é preciso saber como preparar bem esta iguaria na culinária para aproveitar todos os benefícios do trigo sarraceno.

Ele pode ser servido como um substituto aos grãos em refeições para pessoas que são sensíveis ao trigo ou outros grãos que contêm glúten.

O trigo sarraceno é vendido cru ou torrado, quando é chamado de “kasha”. Quando cru, ele tem um sabor suave e bem sutil. Quando torrado, tem o sabor um pouco mais intenso, semelhante à noz.

Sua cor varia do rosado ao marrom e ele é frequentemente servido como uma alternativa ao arroz ou aos cereais que usamos para fazer mingau. 

O que é o trigo sarraceno?

Trigo sarraceno é ruma semente completamente livre de glúten e não tem nenhuma relação com o trigo ou as gramíneas desta família.

A origem do seu uso é mais ligada à fabricação de ração animal do que o alimento como humanos, na Europa e nos Estados Unidos.

Sua popularidade como alimento humano veio na década de 1970, quando os seus benefícios do trigo sarraceno para a saúde tornaram-se conhecidos.

A semente é muito rica em nutrientes, e tem mais fibras do que a aveia. 

Como usar o trigo sarraceno

O trigo sarraceno não é tão popular como o trigo e aveia, talvez por causa do seu sabor forte, quase amargo, principalmente quando torrado e moído. Por esta característica amarga ele tem sido utilizado para criar cervejas sem glúten.

Sua farinha pode ser usada no preparo de massa de pães e panquecas, muitas vezes misturada à farinha de trigo.

Outro uso corriqueiro do trigo sarraceno é no preparo de mingau, muito comum no café da manhã nos Estados Unidos.

Você também pode incluí-lo em grãos nas saladas frias e caçarolas ou usar sua farinha para empanar carnes e fazer pães e bolachas e outras receitas onde tradicionalmente se usaria a farinha de trigo como base. 

Como preparar o trigo sarraceno

As sementes de trigo sarraceno podem ser simplesmente enxaguadas ou torradas antes de serem cozidas. No entanto, fazer uma pré-lavagem e deixar um pouco de molho pode ajudar a fazer os grãos mais digeríveis e diminuir a quantidade de ácido fítico, que pode bloquear a absorção de alguns nutrientes pelo organismo.

Para fazer a pré-lavagem, adicione o trigo sarraceno em uma tigela com três vezes a quantidade de água.

Deixe de molho durante a noite, ou pelo menos 6 horas. Você vai notar que, depois de deixado de molho, ele irá desenvolver certa viscosidade.

Para removê-la, basta colocar as sementes em uma peneira e lavá-las em água corrente, mexendo ocasionalmente. Esta pré-imersão reduz drasticamente o tempo de cozimento do trigo sarraceno.

Para cozinhar, adicione uma parte do trigo sarraceno para duas partes de água ou caldo da sua preferência já fervendo. Assim que o líquido voltar a ferver, abaixe o fogo, tampe a panela e cozinhe por cerca de 30 minutos.

Dicas práticas de uso:

  1. Misture a farinha de trigo sarraceno com farinha de trigo integral para fazer deliciosos pães, bolos e panquecas;
  2. Combine as sementes cozidas com frutas, nozes e iogurte como um delicioso cereal para um lanche rápido;
  3. Prepare um pote de mingau de trigo sarraceno para o café da manhã usando-o semelhante à farinha de aveia;
  4. Adicione trigo sarraceno cozido em sopas ou ensopados para dar-lhes um sabor mais marcante e uma textura mais encorpada;
  5. Cozinhe o trigo sarraceno, resfrie e adicione frango picado, ervilhas, sementes de abóbora e cebolinha para uma salada nutritiva.

Tabela nutricional do trigo sarraceno

Valores para um copo de trigo sarraceno cozido.

Nutriente / Valor nutricional

  • Calorias: 155
  • Proteína: 6 gramas
  • Gordura: 1 grama
  • Carboidrato: 33 gramas
  • Fibras: 5 gramas
  • Açúcar: 1,5 gramas
  • Manganês: 86 miligramas
  • Magnésio: 86 miligramas
  • Fósforo: 118 miligramas
  • Niacina: 6 miligramas
  • Zinco: 1 miligrama
  • Ferro: 34 miligramas
  • Vitamina B6: 0,13 miligrama
  • Ácido fólico: 24 miligramas
  • Ácido pantotênico: 0,6 miligrama

10 Benefícios do trigo sarraceno para a saúde

1. Ajuda a melhorar a digestão e proteger o trato digestivo

As fibras presentes no trigo sarraceno trazem saciedade e aceleram o trânsito dos alimentos através do trato digestivo, o que é importante para regular os movimentos intestinais evitando o estresse oxidativo dentro do trato digestivo, protegendo de infecções e do câncer de cólon.

Quando o trigo sarraceno é fermentado para criar bebidas alcoólicas ou certos tipos de fermento de pão, ele também pode fornecer probióticos valiosos que alimentam o aparelho digestivo, transportando bactérias saudáveis ​​para a flora intestinal.

Estudos mostram que o consumo de produtos de trigo sarraceno fermentados pode melhorar o nível de pH do corpo, ou seja, o equilíbrio entre acidez e alcalinidade, que nos protege de bactérias prejudiciais e da formação de doenças.

2. Pode moderar os níveis de açúcar no sangue, por isso é uma escolha saudável para diabéticos

Ao longo do tempo, os elevados níveis de açúcar no sangue podem conduzir a várias doenças crônicas, como a diabetes do tipo 2. Como uma boa fonte de fibra, o trigo sarraceno tem baixo índice glicêmico, o que significa que o açúcar no sangue aumenta lenta e gradualmente depois de comê-lo.

Estudos têm listado a baixa nos níveis de açúcar no sangue em diabéticos como um dos benefícios do trigo sarraceno.

Este efeito é provavelmente devido a um carboidrato solúvel presente neste alimento, que torna as células mais sensíveis à insulina, o hormônio que promove a absorção o açúcar do sangue.

Além disso, alguns componentes de trigo sarraceno parecem evitar ou retardar a digestão do açúcar.

Todas estas propriedades fazem do trigo sarraceno uma escolha saudável para diabéticos ou aqueles que querem melhorar o seu equilíbrio de açúcar no sangue.

3. Ajuda a prevenir cálculos biliares

Comer alimentos ricos em fibras insolúveis como trigo sarraceno pode ajudar a evitar cálculos biliares, mostra um estudo publicado no American Journal of Gastroenterology.

No estudo foram analisadas mais de 69.000 mulheres ao longo de 16 anos. Os pesquisadores descobriram que aquelas que consumiam mais fibras em geral tiveram um risco 13% menor de desenvolver cálculos biliares em comparação às que não consumiam o mínimo recomendados de fibras diárias.

Os pesquisadores acreditam que as fibras insolúveis não só aceleram o tempo do trânsito dos alimentos no intestino, mas também reduzem a secreção de ácidos biliares, cujo aumento pode contribuir para a formação de cálculos.

Elas também aumentam a sensibilidade à insulina e reduzem as triglicérides (gorduras no sangue).

Abundante em todos os grãos integrais, as fibras insolúveis também são encontradas em nozes, na pele comestível de frutas e legumes, incluindo tomates, pepinos, abóboras, maçãs, frutas silvestres e peras.

4. Promove a saúde do coração

O trigo sarraceno contém muitos compostos saudáveis ​​para o coração como a rutina, magnésio, cobre, fibras e certas proteínas.

Ele é uma das fontes mais ricas de rutina, por exemplo, um antioxidante responsável por muitos benéficos do trigo sarraceno para a saúde cardíaca. Ela impede a formação de coágulos no sangue, diminui a inflamação e reduz da pressão sanguínea.

Pesquisas também mostram que nutrientes no trigo sarraceno também têm efeitos benéficos sobre a composição de gorduras no sangue, um fator de risco conhecido por causar doenças cardíacas.

Um estudo realizado em 850 homens e mulheres chineses associou o consumo de trigo sarraceno com menor pressão arterial e melhora no perfil lipídico do sangue, incluindo níveis mais baixos de LDL (o “mau” colesterol) e níveis mais elevados de HDL (o “bom” colesterol).

Acredita-se que este efeito seja causado por um tipo de proteína que se liga ao colesterol no sistema digestivo, impedindo a sua absorção pelo sistema circulatório.

5. Contém antioxidantes que combatem o desenvolvimento de doenças

O trigo sarraceno contém compostos fenólicos e antioxidantes que podem ajudar a combater a formação de câncer e doenças cardíacas, além de dar suporte às funções do cérebro, fígado e à saúde digestiva.

Antioxidantes, incluindo flavonoides como proantocianidinas oligoméricas, são encontrados dentro da casca das sementes de trigo sarraceno e são transferidos também para a sua farinha.

Os antioxidantes polifenólicos atuam como agentes terapêuticos contra danos dos radicais livres, um processo também chamado de estresse oxidativo. Eles regulam as funções celulares, protegem o DNA de danos e previnem as células de inflamações e de mutações que podem levar ao câncer.

6. Fornece proteínas altamente digeríveis

O trigo sarraceno é uma grande fonte de proteína de origem vegetal e contém doze aminoácidos – os “blocos de construção das proteínas”, que atuam na produção de energia, no crescimento e na síntese muscular.

Na verdade, o trigo sarraceno tem mais proteínas do que qualquer variedade de arroz, trigo ou milho.

Pessoas que adotam dietas veganas ou vegetarianas devem incluir trigo sarraceno em sua dieta regularmente porque ele fornece aminoácidos essenciais que não produzimos em nosso próprio organismo e que são geralmente obtidos nas carnes e alimentos derivados de animais.

7. Oferece benefícios cardiovasculares para mulheres na pós-menopausa

Comer uma porção de trigo sarraceno pelo menos seis vezes por semana é especialmente bom para mulheres na pós-menopausa porque seus nutrientes vão protegê-la contra o colesterol alto, a pressão alta e outros precursores de doenças cardiovasculares.

Um estudo prospectivo feito ao longo de três anos analisou mais de 220 mulheres no período pós-menopausa já com alguma condição cardiovascular. Os resultados foram publicados no American Heart Journal e mostraram que aquelas que comiam pelo menos seis porções por semana apresentaram progressão retardada de aterosclerose, diminuição no acúmulo de placas que estreitam os vasos por onde o sangue flui, e retardo no estreitamento do diâmetro das passagens arteriais.

8. Não contém glúten

Trigo sarraceno é muito semelhante em sabor, aparência, tamanho e textura à cevada, mas ele tem uma vantagem nutricional: não contém glúten. Por este motivo ele é seguro para qualquer pessoa com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten e pode substituir grãos como trigo, cevada, centeio e aveia, porque todos eles contêm glúten.

Embora não seja um grão, você pode usufruir dos benefícios do trigo sarraceno usando-o em muitas receitas substituindo os grãos. Esta substituição pode ajudar a prevenir distúrbios digestivos como distensão abdominal, prisão de ventre, diarreia e até mesmo síndrome do intestino solto.

9. O trigo sarraceno é fonte importante de vitaminas e minerais

Tanto as sementes quanto a farinha de trigo sarraceno são uma grande fonte de vitaminas que aumentam a energia, além de conter minerais como manganês, magnésio, zinco, ferro e ácido fólico.

O magnésio é responsável por benefícios do trigo sarraceno como melhorar a digestão, ajudar no crescimento e recuperação muscular e defender contra os impactos negativos do estresse sobre o corpo.

As vitaminas do complexo B, e o manganês, o fósforo e o zinco ajudam a manter a saúda do sistema circulatório e dos vasos sanguíneos. Eles ainda são formadores de neurotransmissores que combatem a depressão, ansiedade e dores de cabeça.

10. Ajuda a perder de peso

As sementes inteiras de trigo sarraceno podem ser muito úteis em dietas para perda de peso.

Elas têm menos calorias quando comparadas com o trigo ou cevada, são livres de gordura saturada e colesterol e ainda são ricas em fibras e proteínas.

Esta combinação tem um papel importante na supressão do apetite e no controle do açúcar no sangue, facilitando a digestão e a construção de massa muscular magra. 

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite – (no G+)

Leia mais http://www.mundoboaforma.com.br/10-beneficios-do-trigo-sarraceno-como-preparar-e-dicas/#KpJlDRCLKtZP4T10.99

Dietas sem glúten tornaram-se a nova dieta da moda atualmente, com muitas celebridades atribuindo seus corpos em forma e a perca do inchaço à dieta recém-descoberta, que elimina os alimentos que contenham trigo, cevada e centeio do plano alimentar.

No entanto, eliminar estes alimentos pode não ser tão benéfico assim para quem não sofre com a doença celíaca (que são as pessoas verdadeiramente alérgicas a glúten e realmente não podem consumi-lo).

O Dr. Norelle Reilly, da Columbia University Medical Center, em Nova York, diz que os produtos sem glúten vendidos no mercado (os chamados gluten free) contêm maiores quantidades de gordura e açúcar e não possuem uma grande quantidade de nutrientes como folato, ferro e vitaminas do complexo B. Logicamente, a questão trata de alimentos processados sem glúten, e não frutas, vegetais e etc.

“Não há nenhuma evidência de que alimentos processados sem glúten sejam mais saudáveis e nem há benefícios de uma dieta sem glúten comprovados para a saúde e nutrição”, disse Reilly. “Não há dados para apoiar a teoria de propriedades intrinsecamente tóxicas do glúten em adultos saudáveis e crianças.”

Parece que adotar uma dieta livre de glúten desnecessariamente pode, em contrapartida, aumentar o risco de obesidade, diabetes e a resistência contra a insulina.

Com a indústria de alimentos sem glúten crescendo, mais e mais pessoas estão assumindo o pensamento de que alimentos sem glúten são todos saudáveis, seja você celíaco ou não (se o seu organismo pode ou não pode lidar com glúten). É preciso ter calma e senso crítico para não cair nesta armadilha.

A mensagem geral? Tudo com moderação, a menos que você tenha sido recomendado por um médico para reduzir ou evitar o glúten, de acordo com o diagnóstico de suas necessidades. Apenas não seja uma vítima de uma dieta “na moda”.

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite – (no G+)

Leia mais http://www.mundoboaforma.com.br/dieta-sem-gluten-pode-nao-ser-tao-benefica-para-quem-nao-e-celiaco/#085EtBOxf3c1xyOK.99

Uma dieta sem glúten é uma dieta completamente livre de quaisquer materiais que contenham glúten, que é encontrado em grãos como trigo, espelta, cevada, centeio e kamut.

Glúten também é usado algumas vezes como um aditivo alimentar para adicionar sabor ou como espessante em alimentos. Aqueles que sofrem de alergia a trigo, doença celíaca ou intolerância a glúten não devem comer glúten. Aqui estão alguns dos alimentos com glúten mais comuns em nosso cotidiano.

1. Pães

Glúten é encontrado no trigo, cevada, centeio, espelta, kamut e triticale, então pães e outras coisas feitas desses grãos devem ser evitados, incluindo:

  • Pão francês
  • Pão de centeio e pumpernickel
  • Massas de torta
  • Biscoitos

Versões sem glúten desses produtos podem ser feitas, usando farinhas sem glúten, para aqueles que não podem ou não querem comer glúten. Farinhas sem glúten incluem:

  • Farinha de Arroz
  • Amaranto
  • Quinoa
  • Fubá
  • Trigo sarraceno
  • Farinha de Soja
  • Farinha de Amêndoas e outras castanhas

2. Bolos e Biscoitos

Muitos bolos e biscoitos são feitos com alimentos com glúten. Evite:

  • Cream crackers
  • Bolachas
  • Donuts
  • Cupcakes
  • Panquecas
  • Cones de sorvete

Procure alimentos com “sem glúten” no rótulo e feitos com uma das farinhas sem glúten mencionadas anteriormente.

3. Carnes Empanadas

A massa usada em muitas carnes empanadas, como frango, carne e peixe empanados, contém glúten. Quando for comer fora, evite carnes empanadas ou qualquer coisa frita empanada com farinha de pão. Você pode sempre perguntar ao garçom se há uma alternativa aos alimentos com glúten.

4. Macarrão

Muitos macarrões são feitos com farinha de trigo ou outras farinhas com glúten. É possível comprar macarrões que são feitos com farinhas sem glúten. Evite macarrão, cuscuz e semolina, a menos que você tenha certeza que é sem glúten.

5. Alimentos Processados

Muitos alimentos processados contêm glúten como um aditivo alimentar. Glúten é um agente espessante e estabilizador útil na preparação de alimentos processados. Ele também pode melhorar o sabor de muitos deles.

Leia os rótulos cuidadosamente quando comprar quaisquer dos seguintes alimentos processados:

  • Sorvete
  • Pudim
  • Creme não laticínio
  • Molho de salada e outros molhos prontos
  • Caldo de carne
  • Polpas de frutas
  • Chiclete
  • Misturas para bebidas
  • Doces
  • Alimentos enlatados ou embalados, especialmente caldos e sopas
  • Achocolatado
  • Frios
  • Batata chips
  • Calda
  • Refrigerante

Cerveja também faz parte dos alimentos com glúten, porque é feita de cevada, que é um grão que contém glúten.

6. Aditivos alimentares

Aditivos alimentares geralmente contêm glúten, embora eles não sejam listados como produtos com glúten na lista de ingredientes. Leia rótulos cuidadosamente e mantenha seus olhos em quaisquer dos ingredientes abaixo:

  • Caldo
  • Levedura de cerveja
  • Proteína vegetal hidrolisada
  • Proteína de plantas hidrolisada
  • Vinagre de Malte
  • Sabor de malte
  • Amido modificado
  • Glutamato monossódico
  • Sebo

7. Temperos

Muitos temperos contêm glúten, incluindo mostarda, pimenta branca e a maioria dos molhos prontos, incluindo molhos de salada, teriyaki e molho de soja (shoyu).

– 9 Alimentos Que Você Não Sabia Que Continham Glúten

Glúten é uma proteína contida em alimentos derivados do trigo. Ele é uma grande causa de problemas alimentares para aqueles que sofrem de uma inabilidade de digerir a proteína adequadamente; isso é chamado de Doença Celíaca.

Se você sofre de doença celíaca, você deve evitar todos os alimentos com glúten. Isso quer dizer uma necessidade óbvia de evitar pães e cereais, assim como quaisquer alimentos com trigo ou centeio, mas você também precisa checar rótulos, já que o glúten pode ser incluído mesmo nos alimentos menos suspeitos, como esses 9:

1. Salsicha

A carne da salsicha geralmente são os restos, moídos e constituídos com outros ingredientes, incluindo as farinhas ou pós-derivados do trigo. Isso é feito para dar textura à carne e ajudar a deixá-la mais saborosa. O glúten é frequentemente encontrado escondido em produtos para dar sabor.

2. Caldo de carne

Caldo de carne, seja tradicional ou com pimenta, contém glúten. O glúten está dentro dos grânulos que formam o pó e oferecem a consistência.

3. Molho de Soja

O molho de soja é feito de soja e trigo em uma proporção de quase 50%. Trigo é a principal fonte de glúten.

4. Curry em Pó

Esse é o espessante de trigo que dá ao curry em pó sua cremosidade. A maioria das receitas picantes contêm trigo para oferecer consistência e volume.

5. Frios

Frios são carnes processadas que podem ser compradas em mercados. Elas incluem presunto, rosbife, mortadela, e mais. Geralmente, carnes não contêm glúten, entretanto, as processadas como mortadela e presunto são alimentos com glúten, pois este é adicionado durante o processamento. Carnes não processadas, apesar de serem sem glúten, correm o risco de contaminação no fatiador.

6. Sopas

Sopas em pó, em lata e embaladas contêm espessantes de trigo para dar corpo e sabor à sopa. A única sopa segura é a feita em casa sem alimentos com glúten.

7. Sorvete

Glúten está presente no sorvete, já que a sobremesa tem amido misturado ao creme durante a fabricação. Qualquer sorvete com adicionais, como pedaços de cookies ou calda de chocolate, terão glúten graças aos aditivos.

8. Patês de Carne

Patê de carne é uma forma de carne moída que se pode passar em pães. Eles contêm aditivos como amido e levedura, que são ricos em glúten.

9. Arroz Instantâneo

Acredita-se que o arroz é sem glúten; é a forma como ele é produzido e embalado que pode conter glúten. Versões com molhos ou cremes têm amidos, assim como o arroz de microondas, que não requer fervimento para o preparo.

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite – (no G+)
Leia mais http://www.mundoboaforma.com.br/lista-de-alimentos-com-gluten-veja-algumas-surpresas/#J2GmAf587i2kdjCv.99